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25 - Inferno
25 - Inferno

25 - Inferno

“...Lembrou-se do tempo em que ia cantar na praça, junto com outros de sua igreja, para salvar os homens do pecado. Naquela época não falavam em um novo tempo – falavam da volta de Cristo, dos castigos e do inferno...”  (As Valkírias – pdf–meocloud- p. 44).  

Inferno: do grego, Geena. No hebraico, Seol. No Antigo Testamento, Sheol ou Xeol (pronunciado “Sheh-ol”), em hebraico, é ‘túmulo’, ‘cova’ ou ‘sepultura’. É comum ser traduzido pelas religiões da cristandade como inferno. Embora o termo esteja mais para sepultura, algumas vezes é compreensível a “tradução” para inferno, dado o contexto.

“O Seol está nu perante Deus, e não há coberta para o Abadom” (abismo sem fim, no hebraico - Jó 26.6).

“Os ímpios irão para o Seol, sim, todas as nações que se esquecem de Deus” (Salmo 9.17).

“Os laços da morte me cercaram; as angústias do Seol se apoderaram de mim; sofri tribulação e tristeza.Então invoquei o nome do Senhor, dizendo: Ó Senhor, eu te rogo, livra-me” (Salmo 116.3,4).

 “E tu, (cidade) Cafarnaum, porventura serás elevada até o céu? Até o inferno descerás; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje” (Jesus - Mateus 11.23).

“E, se teu olho te fizer tropeçar, arranca-o, e lança-o de ti; melhor te é entrar na vida (eterna) com um só olho, do que tendo dois olhos, e ser lançado no inferno de fogo” (Mateus 18.9).

“Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno? Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas: E a uns deles matareis e crucificareis; e a outros os perseguireis de cidade em cidade...” (Mateus 23.33,34).

“Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1.18).

“Porque dele (de Jesus) fala Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado... a minha carne há de repousar em esperança; pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção...” (Atos 2.25-27).

- O inferno foi criado exclusivamente para Satanás e seus anjos

“Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos...” (Mateus 25.41).

- Lugar de perdição e separação de Deus

“... quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus; os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do senhor e da glória do seu poder...” (II Tessalonicenses 1.7-9).

- Lugar de punição. Deus lançou no inferno os anjos que pecaram, portanto, tem anjos no inferno

“... Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservado para o Juízo...” (II Pedro 2.4).

- O corpo e a alma sofrem no inferno

“No inferno(o rico), ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama” (Lucas 16.23,24).

- Os ímpios serão lançados no inferno

“Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão (representação do céu); morreu também o rico, e foi sepultado. No inferno(não por ser rico, mas por ser avarento, mau), ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama” (Lucas 16.22-24).

“... mas os filhos do reino (das trevas)serão lançados nas trevas exteriores (lugar de perdição); ali haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 8.12).

- Os anjos bons, santos, sob a ordem de Jesus, lançarão os perdidos no inferno

“Mandará (Jesus) o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 13.41,42).

Jesus declara algumas classes de pessoas que terão a perdição, que irão para o inferno:

“Aquele que vencer herdará estas coisas(salvação); e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. Mas, quanto aos medrosos(aqueles que não pregam o Evangelho, pois tem medo de tudo, vê dificuldade em tudo), e aos incrédulos, e aos abomináveis(pecados horríveis), e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras(os que apelam para estatuetas), e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo(inferno)e enxofre, que é a segunda morte...” (Apocalipse 21.3-13).

Outro dia, no site do BOL, algumas pessoas opinavam a respeito da música de Paula Fernandes, de cunho espírita, alguns “evangélicos” criticavam-na, mas não deviam. Quem bebe das fontes mundanas está sujeito a isso, inclusive ouvir músicas com excelente declaração de amor, porém, feita para o parceiro homossexual ou feita com “ajuda” de espíritos. E o ensino para nós cristãos é: “Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos pode, por acaso, uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce” (Tiago 3.11,12).

Assim somos nós, temos que escolher o filão de nossa fonte, não dá para conciliar, em nós, o “doce” com o “amargo”, o santo com o profano. Aí, um dos comentários feitos com irritação rebatia esses crentes criticadores da cantora, e concluía ele dizendo “cada um vai para o inferno da maneira que achar melhor”, postado por alguém que se sentiu incomodado com o que foi dito e ensinado. Não sabendo ele quão terrível é o inferno.

O transexual “Viviany Beleboni” causou rebu, entre evangélicos e católicos, ao simular a crucificação de Cristo durante a Parada Gay (2015), embora ele afirmasse que o gesto apenas simbolizava o sofrimento que os homossexuais, e afins, sofrem.

Depois de ser “crucificado” pela não aceitação de seu gesto defendeu-se: “As pessoas não deixam nem eu ir para o inferno em paz”. Segundo nossa fé e conhecimento bíblico, o inferno é um lugar tão terrível e eterno, que insistimos em livrar alguns de lá, principalmente os de nossa família, e muitos de nós não conseguem e parentes morrem sem Cristo, dolorosamente, pois foi uma escolha deles. Isso é o que fazemos por meio do conhecimento da Palavra de Deus. Se a pessoa recusa, ainda assim insistimos, por meio da oração, pedindo a Deus que abra seu entendimento, que lhe dê aceitação à Palavra.

“... não trarás o salário da prostituta nem o aluguel do sodomita para a casa do Senhor teu Deus... porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao Senhor teu Deus” (Deuteronômio 23.18).

Outro dia (2016), na Rede TV acontecia uma entrevista liderada pela jornalista Mariana Godoy. Estavam presentes alguns transexuais, entre eles o “Viviany Beleboni” e Mariana, ela que é casada com um ex-padre, falou: “Eu sou católica (e praticante) e entendi o seu gesto (referindo-se ao “Viviany”) que simbolizava o sofrimento de “vocês trans”, em comparação àquele que tanto sofreu naquela cruz”. Com todo respeito à liberdade de expressão, tem cabimento uma comparação dessas?!

Alguém expondo sua nudez, que nem é homem e nem é mulher, aparentemente, para isso criou-se um termo próprio, comparar seus sofrimentos causados por pessoas agressivas, violentas, e não deveria existir tal agressividade, pois eu tenho o direito de me posicionar contra ou a favor, de combater tal procedimento, mas jamais obrigá-los a viver à minha maneira, muito menos agir com violência. Ainda assim é incomparável esse sofrimento com os de Cristo, sendo que Cristo condena a transformação corpórea que essa pessoa causa a si mesmo. Deus condena esse ato pecaminoso, como condenou o ladrão na cruz, ao lado dele, que não se arrependeu.

“Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós. Ninguém se engane a si mesmo...” (I Coríntios 3.16-18).

“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço...” (I Coríntios 6.19.20).

“Não sois de vós mesmos”. Não nos pertencemos, temos um dono. Podemos até fazer de nós o que quisermos, no entanto pagaremos um preço terrível e irremediável por isso.

A pessoa desmanchou o que Deus fez primeiro. Preconceito?! Não, opinião. É como se você, induzido por estranhos sentimentos, dissesse nas entrelinhas: “não gostei desse projeto de gente, Deus, que o Senhor realizou. Vou passar por umas mutilações e desmanchar tudo”. Concordo que é muito difícil lutar contra tais sentimentos e estranhezas que vem desde a infância, mas homem vira mulher e vice-versa, não é a solução.

Não aceito a agressão a quem quer que seja, pois se Deus deu o livre arbítrio para ser o que quisermos quem é o ser humano para agir com violência contra a atitude de outro? Eles que vão para cadeia se agir violentamente com qualquer um.

A pessoa é livre, mas quem “virou a casaca” nem é mulher e nem é homem, repito, com todo respeito... Aliás, respeito não no sentido de acatamento, porque Deus manda que não respeitemos a pessoa ímpia, devemos cuidar se necessário, amar a pessoa sem concordar com a mesma, digo; com todo cuidado e mansidão nessa hora, que a dita-cuja se extirpou para virar mulher porque Deus não a fez mulher, e Deus nessa história?! E os “genes” masculinos ou femininos, os cromossomos? Como se muda isso?! E sua consciência?! Não é à toa que precisa passar por psicólogos por um bom tempo só para sondar a consciência. No entanto, devemos saber tolerar.

Espanta-me, e muito, que uma católica praticante, como a Mariana, pense dessa forma. Amar a pessoa do “Viviany”, fazer o bem quando o mesmo necessitar é uma coisa, apoiar suas atitudes é outra totalmente diferente. Quem faz isso contraria Deus. Devemos ser contra esse ato veementemente.  

Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles, e a seus filhos para sempre!” (Deuteronômio 5.29).

“... perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele...”. (Jeremias.6.16).

Nesse versículo o esforço é pessoal, vá pelo caminho, observe, olhe, ouça, questione, interesse-se, depois disso tudo “andai por ele”. Não haverá desculpa que convença Deus na hora do julgamento que levará a pessoa à perdição.

“... não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina (conjunto de ideias, religiosos ou filosóficos), pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudolosamente” (Efésios 4.14 - Fala-nos o Apóstolo Paulo).

Foram publicadas umas declarações de Madre Tereza de Calcutá, consideradas verdadeiras, extraídas de cartas que a religiosa escrevia aos seus confessores, cheias de teor incrédulo, que causaram espanto. Disse ela: “Os condenados ao inferno sofrem um castigo eterno porque perderam Deus. Na minha própria alma sinto uma dor enorme com essa perda, sinto que Deus não me quer que Deus não é Deus e que, na realidade, não existe”. (TSF Online/Revista Show da Fé).

Em mim também é causado um aperto no peito quando penso na multidão que está sendo enganada, iludida, que não conhece a Verdade, que não se direciona pelos ensinos de Cristo, embora jure para si mesmo que as suas verdades são as corretas. Quando penso que o inferno é um lugar de sofrimento eterno, do qual jamais o perdido sairá, é duro, é doloroso e assombroso.

Espero que tenha sido momentânea essa dúvida dela, alguns estão sujeitos a isso em momentos de desespero, mas duvidar da existência de Deus de forma tão contundente? Essa declaração põem por terra seus muitos anos de religiosidade. Ela chegou a esse ponto por não compreender o fato de alguns irem parar no inferno, em sua caminhada final. Como se Deus fosse injusto por permitir isso. Logo Ele, “Deus”! Pensam.

“... a tua maldade cairá sobre a tua cabeça” (Obadias v.15), nos alerta a Bíblia.

Não é fácil mesmo entender, é até um tanto compreensível o lamento dela, até certo ponto, mas ao conhecer bem a Palavra aprendemos a aceitar esse fato doloroso, sem criticar Deus por suas determinações relativo à desobediência dos homens. Deus não permite que o homem vá para o inferno “a troco de nada”. Deus se entristece com a escolha involuntária dessa pessoa.

Deus é tão soberano e a Bíblia informa que, Jesus desceu ao inferno, tomou as chaves do mesmo (Ap. 1.18), e pregou às almas em prisão (I Pedro 3.19), esse Deus tem poder para tirar alguém de lá, e por que não o faz? Alguém há de perguntar. Exatamente porque ele respeita as escolhas do ser humano. Conclusão: Deus não condena o homem; o homem condena a si próprio.

“O Senhor deu-se a conhecer, executou o juízo; enlaçado ficou o ímpio nos seus próprios feitos. Os ímpios irão para o inferno, sim, todas as nações que se esquecem de Deus” (Salmo 9.16,17).

Quantas pessoas havia no Éden? Duas. A mulher enganada enganou o homem. Cem por cento, ali, se contaminaram e foram expulsos.

Outro ato extremamente terrível foi o fratricídio de Caim quando matou Abel. Isso deixou Deus abalado, a ponto de lançar penalidade sobre Caim.

Conclusão: o ser humano está sempre fugindo de Deus.

“Ao homem faccioso(de constante contenda), depois da primeira e segunda admoestação(advertência), evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e vive pecando, e já por si mesmo está condenado” (Tito 3.10,11).

“... quem queima incenso é como o que bendiz a um ídolo. ...eles escolheram os seus próprios caminhos, e tomam prazer nas suas abominações, também eu escolherei as suas aflições, farei vir sobre eles aquilo que temiam; porque quando clamei, ninguém respondeu; quando falei, eles não escutaram, mas fizeram o que era mau aos meus olhos,e escolheram aquilo em que eu não tinha prazer” (Isaías 66.3-4).

- A condenação não existe para quem vive em Cristo

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus...”

- Pois estes...

“...não andam segundo a carne (os prazeres mundanos, as falsidades), mas segundo o Espírito” (Romanos 8.1).

Apareceu certo vizinho na minha rua. Na esquina da mesma ele colocou um lava jato e logo os demais vizinhos estavam reclamando com o estrondoso barulho do som dos carros e com o excesso de água empoçada. Qual foi a reação dele? Segundo soube, prometeu tiro, “bala” ao pessoal. Passado um tempo ele vendeu o lava jato para um determinado senhor e aí foi minha vez de procurar o tal novo dono.

A água do lava jato não estava sendo drenada da maneira correta e uma poça enorme estava se formando defronte a minha casa. Quando me dirigi ao tal homem não atentei para a presença do antigo e problemático dono. À medida que eu ia falando ele rebatia veementemente e de forma grosseira, induzindo o tal senhor a fazer o contrário. O atual proprietário agia com mansidão e me confidenciou, depois, que não gostava de confusão.

Lembrando-me das ameaças que os outros haviam sofrido, logo saí dali. Mas eu estava abismada: que pessoa má! Que ser tão injusto! Ele não queria saber de diálogo, nem de se colocar no lugar do outro, muito menos aceitar que estava errado, e pessoas desse tipo tiram a vida de outrem, por causa de bobagem.

Deixei-o para trás enquanto prosseguia muito indignada. Ele é o tipo de pessoa bastante arrogante, empertigado. A situação dos outros não lhe dizia respeito, mesmo tendo ele causado o mal-estar. Fiquei pensando o que seria daquele homem se ele morresse cheio de orgulho e desprezando seu semelhante, onde ele iria parar após a morte? No céu da Bíblia não há lugar para ele, a não ser que houvesse tempo para se arrepender, e de forma sincera. Deus ajude que haja. Se ele fosse parar no inferno isso seria escolha dele, ainda que inconsciente.

Esse tipo de pessoa seria condenado por que “não anda segundo o espírito” (não teme a Deus, não é o tipo que deixa certas coisas de lado para evitar confusão), ele anda dando vazão à carne, ao eu, que, embrutecido, acha que não deve ficar para trás, tem que exigir uma satisfação, que não é um demente a ponto de não dar uma resposta, etc.

Dia desses assisti pela TV ao filme “Ponte para Teratíbia”, com Annasophia Robb e Josh Hutcherson, uma película com pincelada “Nova Era”. Os dois personagens adolescentes se questionavam em relação aos que não criam na Bíblia se estes iriam para o inferno. A menina responde que sempre considerou Deus muito ocupado, administrando “tudo isso em volta”, para se preocupar em mandar alguns para o inferno. Se Deus se encontra muito ocupado, certamente que é com sua principal criação: o homem.

Essa é a mensagem, em relação ao inferno: Deus é muito bom, ele jamais permitiria que a sua criação fosse lançada no inferno, mas não é o que a Bíblia nos ensina. A Bíblia nos ensina que Deus dá ao homem o poder de escolha: “... Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da Vida (céu/salvação = restrição/renúncia) e o caminho da Morte (inferno/perdição = liberalismo/carnalidade - Deuteronômio 30.19)”, “... tenho proposto a vida e a morte, a benção e a maldição; escolhe, pois, a vida(eterna), para que vivas, tu e a tua semente” (Jeremias 21.8).

Já é tão difícil conduzir os agnósticos por meio da Palavra Santa, imagine depois de tais opiniões, nessas declarações citadas por pessoas afamadas, no filme. Isso dá oportunidade para arraigar mais ainda a dúvida sobre a Bíblia, começando pelos jovens já que o filme é sobre dois adolescentes, e alicerçar a incredulidade em quem faz o gênero “torcedor” espiritual: torcem para que Deus os coloque em um “bom lugar”, quando, observando o texto bíblico, o mesmo está condicionado à obediência e às regras de Cristo. Deus é justo:

“E chegando-se Abraão, disse (a Deus): Destruirás também o justo com o ímpio? Se porventura houver cinquenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar...?

Longe de ti (Deus) que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra? Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinquenta justos dentro da cidade, pouparei O LUGAR TODO por causa deles.

Disse ainda Abraão: Ora, não se ire o Senhor, pois só mais esta vez falarei. Se porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o Senhor: Por causa dos dez não a destruirei” (Gênesis 18.23-26,32).

Não havia justos em Sodoma, com exceção de parte da família de Ló, que nem completava dez pessoas. A cidade foi levada à destruição, à perdição espiritual. Vemos, nesse texto acima, que Deus separa os justos dos ímpios.

- Recomendações de Cristo

“Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mateus 5.23-27).

Isso quer dizer que se há algo que precisa ser consertado em nossas vidas, por mais doloroso ou humilhante que seja esse conserto, é aconselhável que o façamos. É melhor passar pela dor da humilhação, da perda, se for o caso, do que acontecer de a morte chegar repentinamente e pararmos dentro do inferno.

“E não temais os que matam o corpo (o assassino), e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (ou seja, o próprio Deus que tem o controle de tudo - Mateus 10.28).

A humanidade insiste em achar que, sendo Deus tão bom, não vai jogar ninguém no inferno. Acontece que Ele não está jogando o bom, o justo; Ele está jogando o rebelde, o transgressor, o que não vive pela Palavra, o que o rejeita, o que dele zomba o que quer abraçar a Deus e o pecado ao mesmo tempo, por que ele próprio fez essa escolha.

O que fez Jesus à pecadora flagrada em adultério ante os acusadores? Ele a recebeu, ele livrou-a de uma terrível pena de morte, mostrando que seus acusadores eram tão pecadores quanto ela, pois, para Jesus não existe “pecadinho” e “pecadão”. E no final, teria Jesus falado... “Agora que você está livre volte para sua cidade, esses aqui não entenderam que seu marido é um homem mau e você estava carente, foi rejeitada... Você precisa ganhar a vida dessa forma, pois não tem outro meio, embora você tenha tentado, e você está passando fome... Não consegue libertar-se... Você vive na miséria, mas tão logo as coisas melhorem você sairá dessa vida...”. NÃO!!! Ele nem haveria de querer ouvir tais argumentos, pois, se Ele a livrou, Ele espera que ela TENHA FÉ NELE para conseguir resolver todos os demais problemas que a levaram a viver daquela forma, Jesus foi taxativo: “NÃO PEQUES MAIS!” (João 8.1-11),ou seja, eu não te condeno agora, fisicamente, como os acusadores queriam, mas não permaneça nesse pecado, para não ser condenada espiritualmente. Perdoou, mas fez a recomendação de que ela não mais permanecesse no mesmo erro.

Provavelmente, pois não é narrada toda a sua vida, ela abandonou o pecado e passou a contar, maravilhada, o que Jesus lhe fizera. O apedrejamento é símbolo de pena de morte eterna, do inferno, que só Jesus pode nos livrar se abandonarmos o pecado. É condicional.

Imaginemos um juiz aqui na Terra, ele é muito generoso, em sua vida particular atende a todos, socorre os necessitados, é humilde e só faz o bem. Em certa ocasião, durante um julgamento, ele se depara com um assassino ou um ladrão a quem ele já o tinha ajudado em todas as suas necessidades, a quem ele já o havia aconselhado bastante. O que supomos que esse juiz vai fazer? Jogar o transgressor na cadeia! E devia, sendo ele tão generoso?! Por que considerar que com Deus é diferente?

Peguemos também o exemplo de uma sala de aula, com vários alunos e uma professora, muito gentil, amável, dedicada, sempre disposta a ajudar com seu ensino e conselhos, com disposição para explicar várias vezes, dando sempre oportunidade a seu aluno. Metade dessa turma estuda com afinco e dedicação, a outra metade não quer saber de estudar, de cumprir com seus deveres, não faz as atividades propostas, e nem participa dos grupos. O que vai acontecer com essa turma relapsa? Repreensão, reprovação. Teria como ser diferente?

- Inferno em sentido figurado e implícito

“Puseste-me na cova mais profunda, em lugares escuros, nas profundezas” (Salmo 88.6).

“E serão ajuntados como presos numa cova, e serão encerrados num cárcere; e serão punidos...” (Isaías 24.22).

 

 

 

BÍBLIA de Estudo Pentecostal – AT e NT. Referências e Algumas Variantes. Trad. João F. de Almeida. São Paulo, CPAD/SBB, 1995 (ISBN 85-263-0048-2-BEP).

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

As Valkírias – pdf- https://meocloud.pt/link - https://cld.pt/dl/download/

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas