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14 - Declarações sobre anjos
14 - Declarações sobre anjos

14 - Declarações sobre anjos

O cristão católico, em especial, deu muita abertura para o culto de anjos e consequentemente a angelologia (angeologia), ou como disse alguém “anjomania”, bem como os de outras religiões ditas cristãs. Com isso abriu espaço para a invocação de entidades “pseudoangelicais” facilmente constatadas nos ensinos de séculos, explicitados, inclusive, em algumas declarações transcritas do livro “A Essência dos Anjos” (Ed. Martin Claret), ditas por alguns sacerdotes:

“... cada uma [alma] tem um anjo destinado à sua guarda desde o instante de seu nascimento” São Jerônimo (Idade Média, erudito, tradutor da Bíblia do latim, a Vulgata).

“Familiariza-te com os Anjos e contempla-os frequentemente em espírito; pois sem seres vistos, eles estão presentes ao teu lado”. São Francisco Sales (1567-1622, Bispo e doutor da Igreja Católica).

“Quando tiveres alguma necessidade [...], invoca o teu Anjo da Guarda, para que a resolva com Jesus ou te preste o serviço de que estais precisando”. Josemaría Escrivá (1902-1975, espanhol, sacerdote da Igreja Católica).

“Sei que te dou uma alegria copiando esta oração aos Santos Anjos da Guarda dos nossos Sacrários...” (Idem).

A Bíblia nada fala de anjo destinado a cada um desde o instante do nascimento, embora alguns deles tenham aparecido por ocasião de um nascimento. Quando o anjo apareceu a Agar para falar do nascimento, e depois dando livramento a Ismael, não consta que ele ficou com o menino para o resto da vida.

Não cita exemplo de alguém que tenha “se familiarizado” com o anjo, a ponto de ser amiguinho dele, íntimo; embora não fosse difícil, como o é hoje, sua aparição. Mesmo assim não afirma que eles estão colados em nós o tempo todo, pois eles não são onipresentes, nem oniscientes, nem de haver necessidade de os contemplarmos em espírito. Se devermos ter essa contemplação, pela fé, que seja à pessoa de Jesus, ao seu Reino.

Não existe, na Bíblia, comprovação de que o anjo possa resolver algo junto a Jesus, como um mediador, nem exemplo de como invocá-lo ou exemplificando alguém que o invocou como ensina Paulo Coelho: “... Oravam para seu anjo e invocavam sua presença.” (p. 150).

Não contém na Bíblia oração especial para anjos, então, que caminho devemos seguir? O orientado pela Bíblia ou o que mostra uma orientação fora das Sagradas Escrituras, por mais tradicional que seja? Vamos seguir a Bíblia.

A “familiaridade” com os anjos nos tempos judaicos e apostólicos, bem como experiências reais com os mesmos, devia-se à grande fé do povo e mais ainda: a bondade de Deus ao considerar a necessidade do povo em virtude de algum grande acontecimento. Tais pessoas, em especiais, tinham intimidade com Deus, o preço era pago com suas próprias vidas, embora não estivessem isentas de pecar. Vimos isso no exemplo de Pedro, anteriormente havia pecado ao negar que conhecia Jesus. Mais tarde ele contou como “o Senhor” o tirara da prisão, afirmando: “O Senhor enviou seu anjo” (Atos 12.11.15).

Ao ler alguns textos de algumas reportagens, inclusive, que não me ative à autoria, sobre o tema angelical, pude detectar outras tantas declarações. Alguns não negam ser cristãos, mas enveredaram pelo caminho do não reconhecimento da ação da Trindade, vejamos:

“... cada vez mais precisamos chegar perto da presença e experiência angélica”.

Precisamos mesmo é nos achegar cada vez mais a Jesus, a Deus, aprendermos a ter experiência com Eles. Eles nos darão a direção correta: “Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós” (Tiago. 4.8).

“... (Os anjos) São seres alados cuja missão é fazer ligação entre Deus e os homens”.

“Ligação entre Deus e os homens?!” Novamente colocando o anjo como mediador. Tanto sacrifício de Jesus, para ser trocado por anjos. Os anjos são mensageiros, com missões especiais, subordinados a Deus, e como subordinados não têm a liberdade de agir como quiser ou como um elo.

A Bíblia nos ensina que Jesus é nosso advogado e único mediador entre o Pai e o homem, além de ser o Caminho.

Ao crermos de outra forma distorcemos a Palavra e diminuímos a posição de Cristo junto a Deus. Jesus não precisa de intermediário, Ele já foi escolhido para isso, Ele é o nosso Intermediário Supremo; tampouco necessita de conselheiro angelical para entender ou levar nossas questões ao Pai, ao contrário; ele também dar ordem aos anjos. Já o Espírito Santo é intercessor e consolador.

Os anjos têm suas atribuições especificadas, mas não são mediadores, não são responsáveis pelas mensagens que trazem aos homens, eles estão sob a determinação divina (Lc 1.19), não podem mudar o teor da mensagem. Na qualidade de servos de Deus, cabe-lhes apenas obedecer, sem qualquer tipo de questionamento. Não é posicionamento pessoal, é estudo bíblico.

Do mesmo modo, os anjos não estão habilitados para interceder pelos homens. Constatemos:

- Jesus, o Mediador

“Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos...” (I Timóteo 2.5,6).

- Jesus é superior aos anjos

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas...sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser. ...feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hebreus 1.1-4).

- Jesus, o Caminho

“Respondeu-lhe Jesus: EU SOU O CAMINHO, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14.6).

“Ninguém vem ao Pai” a não ser trilhando o Caminho Jesus e suas regras, seus estatutos. Pois nesse Caminho não se pode andar de qualquer jeito. Nem se chegará a Deus por meio de um líder qualquer, tenha ele a mais alta sabedoria.

Veja que ensino mal-intencionado em As Valkírias, sobre que caminho seguir:

“- Cada uma (pessoa) tem um caminho diferente para chegar lá (no Paraíso).

- Por isso é que as pessoas conversam com seus anjos. Porque somente eles conhecem o melhor caminho” (p. 45, meocloudpdf).

“Caminho diferente”? É equivocada e diabólica essa declaração, pois é possível traduzi-la, nas entrelinhas, por: “não adianta procurar pelo Caminho chamado Jesus!” Essa afirmativa visa a anular a declaração de Cristo sobre ser ele o Caminho.

Jamais obteremos a salvação por meio de “atalhos”, “veredas”, outros caminhos, por meio de anjos, não foram eles que morreram na cruz. Ninguém conseguirá chegar ao Paraíso se não trilhar o Caminho do Senhor. Jesus não disse “eu sou um dos caminhos”. Ele é “O Caminho”. Há muito tempo o homem tenta propiciar atalhos como meio de salvar-se, porém, essas veredas os farão perder-se sempre.

“Somente eles conhecem o melhor caminho”. Somente eles sabem? Os anjos não sabem tudo. Eles precisam da revelação de Deus. Qualquer um de nós pode saber sobre o “melhor caminho” através da Bíblia.

“Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu...” (referência à vinda de Jesus - Mateus 24.36).

Como veem existem assuntos que os anjos não dominam, não conhecem, sequer sabem dos planos de Deus.

Ouvi o apresentador de televisão, Luís Datena, falar: “Sabemos que são vários os caminhos que nos levam a Deus”. Pois afirmo, com convicção bíblica, que não é dessa forma.

“E Jeoiada (o sacerdote) firmou um pacto entre si e o povo todo e o rei, pelo qual seriam o povo do Senhor” (II Crônicas 23.16).

O Velho Testamento ensinando que se faça um pacto para sermos “povo do Senhor Deus”, não povo que segue a qualquer “deus”, que prossegue por qualquer caminho.

Como ensina um hino evangélico, da “Harpa Cristã”: “Foi Jesus que abriu o caminho do céu, não há outro meio de ir. Nunca vou morar no celeste lar, se o caminho da cruz errar. Para o céu por Jesus irei...” Foi Jesus, e ninguém mais! Não chegaremos a Deus se não conseguirmos entender Jesus como “O Caminho”.

Jesus foi anunciado, profeticamente, por séculos e séculos, repetidas vezes no Velho Testamento. Ele veio, morreu, ressuscitou, vencendo a morte, tudo isso para nos dar a salvação, e prometeu voltar de novo para buscar os seus.

- Jesus a Luz

“Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8.12).

Todo cristão crer que Jesus realmente é a Luz desse mundo. Porém, o escritor Paulo Coelho concede essa honraria ao “anjo dele” quando diz: “... o anjo era a Luz, e a Luz era o que justificava a existência do homem.” (p. 208). Ele contraria a Palavra na mais absoluta naturalidade, e veja que ele grafa o substantivo “luz” com letra maiúscula.

- Jesus, o advogado

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I João 2.1).

- Jesus, a porta de acesso

“Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores...; Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á; entrará, sairá e achará pastagens” (João 10.7-9).

Eis aí quem faz a ponte entre o Divino e o humano, mesmo os sacerdotes e líderes religiosos não têm a capacidade, ou permissão, para fazer essa ponte, no sentido pessoal. O máximo que se consegue é conduzir as pessoas ao conhecimento de Cristo por meio da Palavra de Deus.

Jesus, ao entregar-se ao sacrifício, fez-se tudo por nós: foi mediador, sumo sacerdote, intercessor, etc. Com sua morte passamos a ter acesso direto a Deus, embora respeitando sempre sua posição, por isso a Palavra nos ensina a pedir ao Pai “em nome de Jesus”, com fé, claro. Mas isso não quer dizer que se formos direto a Deus Ele não venha nos atender.

Antes de Cristo morrer, a maioria dos judeus adorava a Deus, ainda, no templo sob as normas da Lei Mosaica, pois não receberam a Cristo como o Messias esperado, o véu do templo judeu, estava lá. A acessibilidade a Deus só era possível por meio de um sacerdote. Com a morte de Cristo, nosso Sumo-sacerdote, esse véu, símbolo da divisão entre os novos ensinos de Cristo e parte dos ensinos advindos de Moisés, da lei, “foi rasgado de alto a baixo” (Mateus 27.51). Foi abolida toda e qualquer separação entre o adorador e seu Deus.

Ao entendermos a Palavra de Deus, o plano de salvação, a forma verdadeira de resgate da alma humana, cai de nossas mentes o véu da obscuridade.

O que temos que fazer ante essas novas descobertas? É dizer: “okay! Eu quero esse Jesus. Como faço para conhecê-lo? O que ele espera de mim? Quais são seus estatutos? Eu direi: comece sendo muito sincero com ele, sobre você mesmo, busque o conhecimento sobre ele contido na Bíblia, a Bíblia é a seta que nos indica um único Caminho.

Os evangélicos costumam usar a expressão “Senhor, manda um anjo...”. Isso não quer dizer que o mesmo será visto, mas sabe que se Deus o enviar terá a tão sonhada solução, entendemos, que, se é possível e correto, ir ao Superior; por que vou procurar primeiro os subalternos? Nós nos dirigimos a Jesus por crermos nele como mediador. Jesus disse: “Eu e o Pai somos um”, e Deus disse: “Esse é meu Filho amado”. Mas se Deus quiser nos mostrar um anjo, que maravilha! Eis-me aqui! Cremos também no agir direto de Deus, sem intermediação.

E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque...” (Gênesis 17.19).

Nesse versículo podemos observar que o próprio Deus fala diretamente.

Não quer dizer também que em toda oração devemos pedir que o Senhor envie o anjo, isso é uma vez ou outra e de forma natural. Se Deus enviou o anjo, Deus o recompensará por ele ter obedecido, porque ao anjo eu não devo nada, a não ser respeito, nem devo lhe fazer orações de agradecimentos. Meu agradecimento vai para Deus, bondoso ao me enviar um mensageiro, um auxiliador. Perda de tempo agradecer ao anjo se ele não viria sem que Deus o mandasse. Alguém há de pensar: “mas que ingratidão! O anjo foi tão bacana...” Isso é ensinado na Bíblia? Não. Então não pratique.

Temos o exemplo por ocasião do nascimento de Sansão:

“Então Manoá suplicou ao Senhor, dizendo: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, venha ter conosco outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.

Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus veio outra vez...” (Juízes 13).

Manoá clamou a Deus para que enviasse o anjo novamente

Assisti a uma reportagem televisiva sobre anjos, ensinava, inclusive, como invocá-los, como obter sua proteção. Em momento algum foi citado o nome de Deus, de Jesus ou do Espírito Santo. Só os anjos importavam: seu poder, suas graças concedidas, sua proteção. Conclusão: está firmada, como a Nova Era tanto quer uma nova idolatria, que como outras, colocam Deus e seu poder à parte, em plano secundário, em alguns casos nem isso.

Por que não aparece uma reportagem na televisão, no jornalismo secular, e exalta a Deus, e falam de suas maravilhas, justiça, criação, milagres? Por que não se ensina o dever de invocar a Deus? A temer, a amá-lo e a servi-lo de todo coração, alma e espírito?  Seria o quê... Pouco inteligente? Garanto que a sociedade estaria bem diferente se se deixasse guiar por Deus em todos os sentidos. “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor...” (Sl 33.12), nos diz a Palavra. Mas um Deus exigente quem o quer? Nós os crentes queremos.

“... dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos. Quem é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?” (Jó 21.14,15).

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. (Mateus 11.28).

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; mas não quereis vir a mim para terdes vida!” (Mateus 5.39.40).

Quando o “aceitam”, a Ele agregam ídolos, imagens, seu próprio modo de vida, numa só salada. Se servir a Deus fosse fácil o próprio Jesus não teria dito: “... estreita é a porta, e apertado o caminho” (Mateus 7.14), pois a esse caminho Deus impõe regras: “Assim, pois, a palavra do Senhor lhes será preceito sobre preceito; regra sobre regra...” (Isaías 28.13).

Na verdade, muitos olham para o caos do mundo e culpam o Criador. E em seus ressentimentos questionam: “onde está Deus que não vê isso?” Quanto à criatura? Coitada, é apenas uma vítima. “Quando, pois, disseres no teu coração: Por que me sobrevieram estas coisas? Pela multidão das tuas maldades...”, “O teu caminho e as tuas obras te trouxeram estas coisas...” (Jeremias 4.18 e 13.22).

Tivemos uma temporada de angelologia bastante exagerada, na década de noventa. As pessoas buscavam informações e seguiam orientações de diversas fontes, o cristão tem obrigação de ser fiel à única fonte confiável que é a Escritura Sagrada, para esse tema, ainda que muitos a tenham por lenda, por um compilado de estórias de carochinha: “E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia (objeto de iluminação, lamparina) que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: Que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia (Palavra) nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.” (II Pedro 1.19-21).

Caso alguém refute a versão bíblica e prefira outra, enveredará por fontes de abordagem místicas, metafísicas e mediúnicas. Um cristão fiel à Palavra não se envolve nessas experiências: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, que há em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça...” (II Timóteo 3.14-16).

O Inimigo do Senhor Deus usa um leque de opções, e leva os ingênuos a fazerem separação entre mediunidade, contatos de primeiro grau com anjos, esoterismo, astrologia, espiritismo, umbanda etc. podem ser, teoricamente, mas na verdade são pitadas de um mesmo tempero e vão para o mesmo caldeirão.

Não adianta tentar explicar o que os anjos gostam, preferem, ambicionam, como são de verdade, como é o seu poder e suas ações, de que ‘matéria’ são constituídas, suas energias, suas vibrações. A Bíblia não narra esses detalhes. Certos conhecimentos extras, não passam de meras especulações fantasiosas.

“São eles (os anjos) que podem nos impedir de entrar no Paraíso com uma espada de fogo na mão” (As Valkírias, p. 38).

Quando Adão e Eva transgrediram o mandamento de Deus, foram expulsos do Paraíso/Éden. Depois disso Deus entregou uma parte do Éden para os querubins e pôs uma espada flutuante que contorna o Éden constantemente, não é tremendo?! Isso para proteger o Éden das presenças malignas: “E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida”. (Gênesis 3.24). Os anjos só impedem a entrada no Paraíso, assim como lançarão os perdidos no inferno, por que estão agindo sob a ordem de Cristo.

Impedir a entrada no Paraíso/céu não diz respeito aos anjos, por suas vontades, mas ao próprio Cristo: “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus e irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.” (Mateus 25.34,41,46).

“Os anjos conseguem transformar nossa alma”

Quem realmente transforma nossa alma, quem transforma o homem:

- Deus

“...dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro neles; tirarei da sua carne o coração de pedra (inflexível), e lhes darei um coração de carne” (sensível - Ezequiel 11.19).

- Jesus

“... se alguém está em Cristo, nova criatura é: As coisas velhas já passaram; eis que tudo se faz novo” (II Coríntios 5.17).

- Espírito Santo

“... até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque” (Isaías 31.15).

Ouvimos sempre que o anjo nos ilumina nos conscientiza. Esse papel é do Espírito Santo. Devemos, portanto, obedecer a hierarquia espiritual. Para corrigir essa ambiguidade, observemos o que a Bíblia nos informa sobre o Espírito Santo. Acima de tudo ele é uma pessoa, pois como tal tem capacidade de ação e de sentimento:

. O Espírito Santo nos consola

“... as igrejas em toda a Judeia, e Galileia, e Samaria tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo” (Atos 9.31).

. Ele nos ensina

“Mas aquele Consolador; o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo quanto vos tenho dito” (João 14. 26).

. Ele pode ser entristecido

“Não entristeçais o Espírito Santo de Deus...” (Efésios 4.30).

. Ele nos fortalece e intercede por nós com gemidos

“... o Espírito Santo nos ajuda em nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis [...]; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos” (Romanos 8.26,27).

. Ele nos guia

“... quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade...” (João 16.13).

. Ele nos convence do pecado e nos conscientiza

“Quando Ele vier (o Consolador, o Espírito Santo), convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo” (João 16.8).

“Quando invocamos os anjos [...] não nos sentimos mais sozinhos, isolados. Isso nos ajuda a compreender que não estamos desamparados”. Afirma essa outra declaração.

Em algum momento de nossa vida nos sentiremos sozinhos, nem por isso devemos sair por aí a busca de qualquer companhia. Saber estar só é importante, faz parte de nosso crescimento. Estar na companhia de um anjo é mais que uma bênção: é um grande milagre. O perigo é estar na companhia de quem se faz passar por um anjo, por conta disso, se estivermos sozinhos, devemos buscar auxílio em Deus.

- Jesus esteve só e entendeu esse momento

“Eis que chega à hora, e já se aproxima, em que vós sereis dispersos, cada um para a sua casa, e me deixareis só, mas não estou só, porque o Pai está comigo” (João 16.32).

- Deus não desampara

“... Mas Sião diz: Já me desamparou o Senhor; o Senhor se esqueceu de mim. Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Isaías 49.14,15).

- Deus guarda

“O Senhor é quem te guarda [...]. O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre” (Salmo 121.5,7, 8).

O homem e a presença de Deus

Entretanto, o homem quando se vê só, ao invés de procurar por Deus, e esperar nele, ainda se lhe parece demorado, segue por outro caminho. O salmista compreendeu e declarou: “Quantas vezes o provocaram no deserto e o ofenderam na sua solidão!” (Salmo 78.40). Ofensa?  Solidão?

Moisés subiu ao monte para receber as tábuas da lei do Senhor, quarenta dias e quarenta noites ficou lá. Não demorou tanto tempo, contudo, o povo sentiu-se sozinho sem o direcionamento de seu líder e sem a comunicação com Deus, a qual obtinha através de Moisés. Eles deveriam continuar orando, até Deus se compadecer, atender seus clamores e mandar Moisés de volta rapidamente. Fizeram o contrário do esperado por Deus. Moisés tardava, o povo preferiu um meio prático, imediato, como se isso os levasse realmente a Deus, e disse a Arão, o sacerdote: “... levanta-te, faze-nos deuses (imagem de gesso, de madeira, prata ou de ouro) que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.” (Êxodo 32.1).

Conseguiram chamar a atenção de Deus, como não? Mas da maneira errada: “Disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo que fizeste subir do Egito se tem corrompido e depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha ordenado [...], tenho visto a este povo, e eis que é povo obstinado” (Êxodo 32.7,9).

“...as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. Mas há alguns de vós que não creem. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam...” (João 6.63,64).

 

 

 

https://meocloud.pt (As Valkirias - Paulo Coelho.pdf )

BÍBLIA de Estudo Pentecostal – AT e NT. Referências e Algumas Variantes. Trad. João F. de Almeida. São Paulo, CPAD/SBB, 1995).

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

ANJOS, A Essência dos. Coleção, Pensamentos e Textos de Sabedoria. Idealização e Coordenação Martin Claret - Editora Martin Claret, São Paulo, 2005 (p. 18, 28, 52, 53,60, 63, 82).

“REVISTAS DAS RELIGIÕES” - O Mundo da Fé: Quem são os Anjos (Reportagem de Capa). Editora Abril, edição 18, 02/2005 (“Anjos, Divinos Mensageiros”, p. 17-21, e “Sob as forças da Deusa e da natureza”, por Cristiana Felippe,  p. 45-49).

“ANJOS, Tudo Que Você Queria Saber”. Biba Arruda e Mirna Grzich, Editora Três, São Paulo, nº 2 (p. 17, 18, 23) e nº 4 (p. 49, 62).

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas