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49 -II - Igreja Cristã/Primitiva x Igreja Católica
49 -II - Igreja Cristã/Primitiva x Igreja Católica

II - Origem da Igreja Cristã/Primitiva x Origem da Igreja Católica

Igreja Católica

Desculpem o enunciado a seguir, mas a Igreja Católica surgiu da degeneração dos que se diziam fazer parte da Igreja Primitiva, mas não eram fiéis verdadeiros. desde o início, homens fraudulentos entraram para a Igreja cristã. No princípio, entretanto, as perseguições contra os cristãos se encarregaram de “purificar” a comunidade cristã,  separando os verdadeiros dos falsos seguidores. 

Eis que no caminho do cristianismo perseguido aparece Constantino, este dominava  a região das províncias Ocidentais romanas. Em 306 foi aclamado imperador e considerado um libertador. Em 313 proclamou o Edito de Milão a favor do cristianismo, segmento praticado clandestinamente, e devolveu os bens confiscados dos cristãos. Nesse mesmo ano reconheceu oficialmente o cristianismo como religião e promulgou uma lei que protegia os sacerdotes cristãos contra os hereges.

Tornado chefe absoluto do império, proibiu que os senhores matassem seus escravos, coibiu o adultério e o concubinato, mas o paganismo continuou a ser tolerado.

O imperador Constantino não fundou uma igreja específica, mas deu grande abertura para organização da igreja no Império romano, proporcionando liberdade de culto dos cristãos. Oficializado o cristianismo, ele contribuiu com a moldagem do que viria a ser a igreja católica como instituição. 

Desde o Concílio de Trento, a igreja cristã católica, subordinada à autoridade papal, passou a denominar-se “Católica Apostólica Romana”, em oposição às igrejas protestantes constituídas a partir da Reforma. O vocábulo “católico” vem do grego katholikós, e do latim catholicus, que quer dizer "Universal".

O termo catolicismo, aplicado à igreja católica, aparece pela primeira vez por volta do ano 105, da Era cristã, na carta de Inácio, bispo de Antioquia. Esse termo não aparece na Bíblia, em contrapartida temos o termo “crente”, tanto no sentido verbal, de simplesmente crer, como adjetivo, no significado de seguidor de Jesus e seus ensinos, e aparece 17 vezes, distribuídos em 15 capítulos, em uma Bíblia online que consultei, possa ser que esse número varie, de acordo com a tradução bíblica.

A mensagem de Jesus, pregada pelos seus seguidores, não ameaçava o domínio romano, mas o crescimento acelerado da religião incomodava o Império.

Com a legalização pouco a pouco surgia uma “nova igreja”, paralela à igreja apostólica. Muitas pessoas, sem ser verdadeiramente convertidas, entraram para essa Igreja. As atuações de tais pessoas e as influências do mundo pagão, de religiões pagãs, levaram alguns a adotar doutrinas e práticas que se chocavam brutalmente com os ensinos bíblicos (coisa que ainda hoje acontece como parte dessa “herança”). Essas influências só aconteceram porque foram aceitas, dentro do "cristianismo de Constantino", pessoas agregadas, e não convertidas:  

* Em 370 principia o uso de altares e velas (Não existe tal prática por parte dos cristãos primitivos);

* Em 400 Paulino de Nóla ordena que se reze pelos mortos, e ensina o sinal da cruz (Idem, e a Bíblia proíbe oração pelos mortos);

“...depois se vão aos mortos. Ora, para aquele que está na companhia dos vivos há esperança; porque melhor é o cão vivo do que o leão morto. Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa...”. (Eclesiastes 9.3-5).

“...Clamo a ti todo dia, Senhor, estendendo-te as minhas mãos. Mostrarás tu maravilhas aos mortos? ou levantam-se os mortos para te louvar? Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade no Abadom? Serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas, e a tua justiça na terra do esquecimento? (Salmo 88.9-12)

* Em 783 foi adotada a adoração de imagens e relíquias “aperfeiçoada” no Concílio de Trento (Não existia tal prática por parte do cristianismo apostólico);

Não há menção na Bíblia de tais costumes acima citados. Não há petição por parte dos seguidores de Cristo a nenhum tipo de “santo” depois de mortos, nem mesmo aos santos apóstolos, se o fiel se dirigisse a algum “deus”, ou imagem, tal atitude seria considerada idolatria e, portanto, pecado. É claro que se houvesse um enfermo na família o membro procurava algum diácono, bispo ou apóstolo, que tinha fé, e vida fiel com Cristo, para orarem pelo doente. Mas o tal estava vivo e agindo na igreja, todos sabiam de sua idoneidade, fé, e eles atribuíam esse poder a Cristo, que o deu.

Exemplo:

Quando os apóstolos saiam para fazer a obra de Cristo e milagres aconteciam as pessoas tinham a tendência de querer endeusá-los, idolatrá-los.

“Disse-lhe Pedro (ao aleijado): Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho (a fé, o poder de Deus), isso te dou; em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda. Tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente os seus pés e artelhos se firmaram e, dando ele um salto, pôs-se em pé. Começou a andar e entrou com eles no templo, andando, saltando e louvando a Deus. Todo o povo, ao vê-lo andar e louvar a Deus, reconhecia-o como o mesmo que estivera sentado a pedir esmola à Porta Formosa do templo; e todos ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera. Apegando-se o homem a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao pórtico chamado de Salomão. Pedro, vendo isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos admirais deste homem? Ou, por que fitais os olhos em nós, como se por nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?”. (Atos 3.6-12).

Como veem o próprio Pedro não aceitou que as pessoas o venerassem, o idolatrassem, afirmou que o milagre não fora efetuado por eles próprios. Ele age em nome de Jesus. Que servo maravilhoso! Veja esse outro exemplo do grande apóstolo:

“No outro dia (Pedro) entrou em Cesareia. E Cornélio o esperava, tendo reunido os seus parentes e amigos mais íntimos. Quando Pedro ia entrar, veio-lhe Cornélio ao encontro e, prostrando-se a seus pés, o adorou, mas Pedro o ergueu, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem”. (igual a ti - Atos 10.24-26).

Observemos a expressão “adorou”. Foi apenas um gesto rápido, prostrou-se aos pés do apóstolo, no entanto a Bíblia classificou como adoração, portanto, não há como negar idolatria, veneração, adoração, perante as imagens. “Mas nós não adoramos!”. A Bíblia afirma que é uma adoração.

Ainda sobre algumas determinações da Igreja Católica não encontrados na descrição da igreja bíblica:

* Em 1074 o papa Gregório VII (Hildebrando), decreta obrigatório o celibato dos padres (na Bíblia é opcional, podendo casar. O apostolo Paulo não casou-se, já Pedro tinha sogra);

* Em 1090, Pedro, o Ermitão, inventou o rosário, que vai além de uma simples peça. É uma prática religiosa na qual as orações são recitadas e contadas com a ajuda de uma fileira de contas. Método adotado no século III, imitação de prática dos monges orientais. Também se disseminou o método de “rezar o terço”, ou seja, a terça parte do rosário. Diz a tradição que a “Virgem Senhora” apareceu a São Domingos, com o rosário nas mãos, e pediu que este difundisse essa devoção. Em 1520 o papa Leão X aprovou o rosário oficialmente. Não consta esse uso por parte da igreja Primitiva;   

* No ano 1164 Pedro Lombardo enumera 07 Sacramentos; enquanto biblicamente os Evangelhos compreendem apenas dois: batismo e ceia do Senhor, já a religião do mitraísmo, nos tempos romanos, coincidentemente, praticava os sete sacramentos. Essa informação, dos sete sacramentos do mitraísmo foi extrído da Enciclopédia Barsa, embora não enumere os sete.

O Mitraísmo foi uma religião no Império Romano do 1º ao 5º século d.C. Muito popular, em particular entre os soldados, e foi, possivelmente, a religião de vários imperadores romanos. Na religião védica indiana, Mitra, cuja primeira menção data aproximadamente de 1400 a.C., era o deus que assegurava o equilíbrio do cosmo.

Deus sempre alertava ao povo dele para não absorver os costumes de outras nações, que eram consideradas pagãs. Contudo, isso ocorria sempre. 

“...pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos; de maneira que a raça santa se tem misturado com os povos de outras terras; e até os oficiais e magistrados foram os primeiros nesta transgressão”. (Esdras 9.2).

“...antes se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras. Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço...”. (Salmo 106.35,36).

* Em 1229, foi proibida a leitura da Bíblia, por parte de pessoas leigas, instituído no Concílio de Toulouse, ocorrido na cidade de mesmo nome, situada no sul da França;

Como é que uma igreja cristã proíbe a leitura da Bíblia?! Como é que essa igreja se diz "dos tempos de Jesus”, testamentária, chega a ponto de proibir a leitura da Palavra de Deus, enquanto foi pedido aos apóstolos que a mesma fosse divulgada?! Por que restringi-la apenas ao corpo clérigo da igreja, se Jesus mandou que o Evangelho fosse pregado a toda criatura? Nós evangélicos andamos “de mãos dadas com a nossa”. Essa nociva atitude por parte da igreja católica impediu a divulgação da Palavra, por muito tempo, ao longo dos séculos. Essa foi a luta de Martinho Lutero, dentre outros, que traduziu a Palavra de Deus.

* Em 1317 João XXIII ordena a reza “Ave-Maria”. Não existe essa prática na Bíblia tal qual recitada. O que existe são apenas algumas frases que foram prolongadas;

* No ano 1563 o Concílio de Trento definiu que a “Tradição” é tão valiosa como a própria Palavra de Deus. E passou a aceitar os livros apócrifos como canônicos;

"E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus". (Mateus 15.6). 

* Em 1870 o Concílio do Vaticano declarou a infalibilidade do Papa (Só Deus é infalível, ninguém mais!).

“...Também as maquinações do fraudulento são más; ele maquina invenções malignas para destruir os mansos com palavras falsas... Mas o nobre projeta coisas nobres; e nas coisas nobres persistirá”. (Isaías 32.5-8).

Percebam as sérias expressões bíblicas: “maquina invenções malignas” (como a historinha do inexistente Purgatório), “com palavras falsas” (teorias enganosas que não se encontram na Bíblia, que não tem o respaldo de Cristo). Também encontramos algumas denominações evangélicas que se dizem fiéis a Cristo, mas na verdade andam maquinando muitas coisas.

Todas essas datas nos dão a noção de como realmente nasceu e passou a existir uma igreja diferenciada da igreja fundada pelos apóstolos. Uma igreja que colocava a Bíblia à parte e criava em Concílios suas próprias regras.

“Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor...”. (Isaías 29.13).

“Este testemunho é verdadeiro. Portanto repreende-os severamente, para que sejam são na fé, não dando ouvidos a fábulas judaicas, nem a mandamentos de homens que se desviam da verdade” (Tito 1.13,14).

Foi o que sempre aconteceu nesses Concílios católicos: “mandamentos de homens”, regras próprias que só trouxeram cegueira. Teorias, conceitos, costumes que só servem para desviar o povo da verdade divina. Em parte da igreja evangélica de hoje não é difícil vislumbrar tais atitudes também.

No Novo Testamento não há menção do papado, ou da pessoa do Papa (apesar da liderança do apóstolo Pedro, inclusive casado), não há invocação e adoração a Virgem Maria ou Maria como mediadora, como exemplo de divindade, embora seja ela digna de nosso respeito e admiração.

Não há, na Bíblia, confissão de pecados a um sacerdote e este com poder de determinar o perdão. Em relação a isso o que está escrito é: “Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros...”. Tiago 5.16.

O imperativo para que os pecados sejam confessados, inclusive, tanto a um cristão espiritual idôneo, como a um líder, que nos dará bons conselhos, é porque os pecados fazem separação entre Deus e seus seguidores. Bem como demonstra nossa falibilidade, daí a necessidade de confessarmos, do contrário, permaneceremos na arrogância, na soberba, na mentira, como se fôssemos infalíveis diante dos outros.

O ato de não desabafar não é salutar ao nosso psicológico, ao não confessarmos possa ser que estejamos armazenando mágoas que só trarão doenças, cientificamente comprovado, e sob o aconselhamento mudamos de atitude, mas é só.

O nosso ouvinte, seja ele quem for, não tem autoridade de perdoar nossos pecados, junto a Deus, e de nada adianta determinar certas penitências que, supostamente, leve ao perdão. Se alguém me confessa algum pecado, minha atitude é mostrar-lhe por meio da Bíblia a sua condição e dizer-lhe que Jesus está pronto a levantar qualquer um que caiu desde que haja arrependimento sincero: “Se confessarmos os nossos pecados (a Jesus), Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. (I João 1.9). 

Porém, se a pessoa pecou atingindo outra pessoa, tem, sim; que pedir perdão, em primeiro lugar a Deus e ao tal indivíduo, nesse caso essa pessoa tem o poder de perdoar aquilo que a atingiu, se quiser. Uma vez que pecamos contra ela; mas, se não perdoar isso é lá com a pessoa e Deus, a pessoa que magoou alguém, fez a sua parte, pois foi feito o que Deus espera. Já a pessoa que não perdoou vai se acertar com Deus. É a mesma coisa de nos desculpar com alguém, embora o pedido de perdão seja um grau mais elevado. No entanto, devemos nos solidarizar com a pessoa magoada, se tivemos culpa, e orarmos para que Deus sensibilize o coração dela para que não haja mais ressentimentos.

Nas andanças de minha pesquisa encontrei um defensor apaixonado do catolicismo e para justificar a posição da igreja católica, no que diz respeito à tradução do termo katólico, ou seja, “universal”, defendeu que esse mesmo termo aparece em Hebreus 12.23, como sendo uma referência à origem da igreja católica.

“Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; à universal assembleia (no céu) igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus o juiz de todos e aos espíritos dos justos aperfeiçoados”. (Hebreus 12.22,23).

A etapa acima descrita foi alcançada com a vitória dos salvos quando chegaram à cidade santa no céu, depois da batalha terrena. A expressão “igreja dos primogênitos” é uma alusão à primogenitura do povo israelita, do povo judeu, segundo a Bíblia de Estudo, perante Deus, descrita em Êxodo 4.22.  Completando o sentido, em Êxodo 4.23, Deus usa a expressão “deixa ir meu povo para que me sirva” (falando a Faraó), donde se supõem estar nesse versículo, no Antigo Testamento, a primeira referência do desejo de Deus constituir “igreja” por meio do ajuntamento do povo para prestar-Lhe culto. Assim nos explica a Bíblia de Estudo Pentecostal.

O autor de Hebreus, discursando aos “israelitas” ali reunidos ou que esteja narrando o discurso de alguém, relembra aos mesmos como se deu a trajetória deles pelo deserto até chegar ao monte Sião (por meio de Moisés) e à “Jerusalém celestial” (por meio de Jesus). O orador aborda esses símbolos para falar da “cidade do Deus vivo”, a “Jerusalém celestial”. O termo “universal” aí está para definir o ajuntamento glorioso dos “justos aperfeiçoados” juntamente com os “muitos milhares de anjos”, independente de denominação, mas a junção de muitas igrejas terrenas, onde a característica imprescindível para ter chegado até ali é a santidade. Esse ajuntamento é também uma visão profética que se dará com o “arrebatamento da igreja” de Cristo na Terra.

“Então eles, tendo-se despedido, desceram a Antioquia e, havendo reunido a assembleia (os membros da igreja), entregaram a carta. E, quando a leram, alegraram-se pela consolação (de Paulo)”. (Atos 15.30-32).

"assembleia", aqui, não é uma instituição religiosa, propriamente dita, óbvio. Assim o fosse eu diria que a denominação, a “placa” da igreja Assembleia de Deus está assim descrita na ideia contida nesse versículo acima, ou em tantos outros, permita-me o simplório da coisa.

“Os céus louvarão as tuas maravilhas, ó Senhor, e a tua fidelidade na assembleia dos santos”. (Salmo 89.5).

O crescimento acelerado do cristianismo incomodava o Império Romano a ponto de perseguirem as lideranças consideradas ameaçadoras ao Império. Isso foi amenizado depois da “conversão” do Imperador Constantino.

- O novo cristianismo do Imperador

Constantino imaginou o Cristianismo como uma religião que poderia unir o Império que começava a se fragmentar. Os Imperadores sempre tiveram medo de perder o poder. O que fez Herodes quando Jesus nasceu? Tratou logo de matar todas as criancinhas para evitar que outro rei tomasse seu lugar. Ele não entendia que Jesus seria um Rei Espiritual, Jesus não estava interessado no poder político dos homens. Considerando isso, o que fez Constantino? “Já que eu não posso com o meu inimigo, unir-me-ei a ele”. Conjecturo.

A igreja que Constantino “levantou” surgiu de uma mistura de parte dos seguidores, vulneráveis, suscetíveis, do verdadeiro cristianismo, com o paganismo existente, não só romano, ou seja, diversas práticas religiosas diferentes na época. Constantino achava que nem todos, de outras religiões vigentes, concordariam em abandonar seus credos místicos e abraçar o cristianismo puro, ensinado pelos Apóstolos. Ao mesmo tempo em que ele abraçava o cristianismo permitia a junção de crenças pagãs, com o intento de “agradar a gregos e troianos”.

Podemos afirmar que passaram a existir, para muitos, dois tipos de igrejas cristãs: a que mantinha os ensinos de Cristo, dos Apóstolos, um número resumido, a princípio, e a igreja "misturada", legalizada no decreto de Constantino, o qual deu origem ao cristianismo católico que chegou até nossos dias, assim nos explicam os estudiosos.

A maioria dos Imperadores romanos (e cidadãos) era henoteísta. Um henoteísta é alguém que crer na existência de muitos deuses, mas dá atenção especial a um deus em particular, ou considera um deus em particular como superior e acima dos outros deuses. Por exemplo, o deus romano Júpiter era supremo, acima dos demais deuses romanos (deus do amor, da guerra, da sabedoria, etc.).

A instituição formada àquela época, considerou que seria possível seguir essa linha e “consolou” Deus, como se isso fosse possível, colocando-o acima de todos os santos, esse é mais um legado romano. Mas a Bíblia nos ensina que Deus quer exclusividade.

Quando a Igreja Católica, naquele momento os Katholicós, formada por Constantino, absorveu o paganismo, inclusive, romano, ela simplesmente substituiu o panteão de deuses pelos santos. Assim como no panteão romano de deuses havia um deus do amor, deus da paz, deus da guerra, deus da sabedoria, etc., da mesma forma, na Igreja Católica foi instituído um santo “responsável” por cada uma destas coisas, e muitas outras categorias.

Muitas cidades romanas tinham um deus específico para cada uma delas, também a Igreja Católica providenciou “santos padroeiros” para as cidades. Lembrando, que o melhor ensino religioso, não é o que está nas enciclopédias, mas na Bíblia. “Nenhum servo pode servir a dois senhores...” (Lucas 16.13). “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (ou acudidos), é o que nos ensina a Palavra em Atos 4.12. Então, se não há outro nome capaz de nos salvar, devemos apelar somente para a Trindade Santa e a ninguém mais.

Em vez de pregar o Evangelho segundo a Bíblia, o Imperador Constantino, universalizou, isto é, uniu dessemelhantes grupos e permitiu que práticas estranhas viessem para o “cristianismo dele” através desses grupos. Aos cristãos verdadeiros da época (os Primitivos, dos tempos de Cristo, dos Apóstolos), restavam-lhes duas opções, ou ficavam com os ensinos da Palavra de Cristo, e seriam perseguidos, alguns mortos; ou passariam para o lado de um cristianismo mais "ecumênico", digamos assim. Sabemos o que eles escolheram: muitos foram perseguidos e mortos.

A igreja católica também considera os mártires (Testemunhas) como sendo os “pais” da igreja. Ela estendeu esse vocábulo, oriundos da linguagem latina, à liderança católica, presente nos termos “padre”, “abade” e “papa”.

O papado romano foi criado com o apoio dos imperadores, com o objetivo de centralizar o poder religioso.

Quando um papa morre, outro deve ser escolhido para assumir o seu posto. Quem, então, na Bíblia, ocupou o lugar de Pedro? Qual é a prova bíblica de que a autoridade de Pedro foi transmitida de geração em geração e de bispo em bispo, até chegar ao atual papa de nossos dias, segundo as Escrituras Sagradas?  

Outra questão, meramente católica, é o celibato. Não existe nenhum texto bíblico justificando o celibato dos sacerdotes, que deveria ser uma “entrega” pessoal, um ato de santidade voluntário, não imposto pela Igreja. Isso era tão sério que o apóstolo Paulo se referindo a esse tema disse que, para qualquer um de nós, “bom seria se não se casassem”, como ele, pois haveria mais dedicação à obra de Deus, por parte dos solteiros, mas; para que não vivessem tentados e traídos pela carne, causando escândalos, “melhor que se casem”. (I Coríntios 7.8,9). Tanto, que o apóstolo Pedro era casado.

O celibato foi uma decisão tomada em Elvira (antiga cidade perto de Granada, Espanha), 19 bispos e 24 presbíteros da península ibérica decretaram o celibato do clero, sendo reafirmado no Concílio de Latrão II, em 1139.

Boa parte da Igreja Católica tradicional pouco pregava sobre as práticas mundanas bem óbvias, tais como, farras, bebedices, fumar, sexo antes de casar, etc., sobre seguir o mundanismo de modo geral. Atualmente é possível notar algumas mudanças, e alguns padres são exceção. Quem aborda esse tema geralmente são os católicos carismáticos e boa parte deles meio que copiou os evangélicos, pois passaram a falar em “evangelização”, “pregação”, “oração”, termos estes só utilizados pelos crentes, inclusive passaram a cantar música gospel.

A Bíblia nos ensina: “Aquele que é amigo do mundo é inimigo de Deus”. (Tiago 4.4). Isso é muito sério! Inimigo de Deus?! Sim. Os seguidores do mundanismo preferem as farras, as bebedeiras, os vícios, os prazeres da carne, do que seguir o que a Bíblia ensina, do que preparar-se para a vida eterna; pois para isso é necessário o sacrifício da renúncia. Jesus, segundo a Bíblia, quer exclusividade em nossas vidas, Ele não quer nos dividir com nada. Isso não acontece só com os “mundanos” tem muito crente, evangélico, de “fachada”.

No livro de Êxodo, está afirmando que Deus “é um Deus ciumento”, no bom sentido, ou seja, não quer nos dividir, nos compartilhar com o mundo, com outros deuses. Deus espera exclusividade.

Há que se pregar sobre o Novo Nascimento, que é a conversão de vida. A Palavra de Deus nos diz:

“Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo”. (João 3.3,6,7).

O que é nascer de novo? É ter nova visão espiritual que só o Espírito Santo concede. É descobrir a verdadeira vontade de Deus, através da Bíblia, é renunciar às práticas que a Bíblia condena, é se apaixonar por Jesus, de modo que passa a viver diferente, exemplo: Se bebia, não bebe mais, se fumava; se mentia, se odiava, se outrora era demasiado carnal, passa a não viver mais assim, etc. Experimenta-se uma grande libertação e renovação, pois a Palavra de Deus nos liberta, e o Espírito Santo nos convence a ponto de acharmos natural tais renúncias, que já não tem mais nenhum peso, não é uma coisa forçada, não é por que o “pastor manda”.

O que vemos hoje é que as pessoas estão cada vez mais longe de Deus e perto das farras, do mundanismo, com atitudes e linguajar que não agradam ao Senhor, embora não queiram admitir isso. Simplesmente na veem nada demais.

Precisamos nascer de novo. Precisamos ser gerados de novo.

“Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade... sendo de novo gerados, não de semente corruptível (meramente humana), mas de incorruptível (espiritual)pela palavra de Deus, a qual vive e permanece”. (I Pedro 1.22-23).

A Igreja de Cristo na terra tem a incumbência, entre outras coisas, de pregar a respeito da volta de Jesus. A humanidade precisa ouvir que a Bíblia afirma que Jesus voltará segunda vez à Terra, para buscar um povo que se encontra preparado, afastado do pecado, para ir morar com ele no céu.

... Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado”. (ou seja: sem os nossos pecados que ele levou quando se ofereceu na cruz - Hebreus 9.28).

“Diante de Deus, que todas as coisas vivificam, e de Cristo Jesus, que perante Pôncio Pilatos deu o testemunho da boa confissão, exorto-te a que guardes este mandamento sem mácula e irrepreensível até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo...”. (I Tm 6.13,14; II Tm 4.8).

Principais características da igreja cristâ contemporânea, espelhada na Igreja Primitiva, segundo o livro de Atos dos apóstolos, que dita as normas e os padrões estabelecidos para uma igreja neotestamentária:

 * Mediante poderoso testemunho da igreja, os pecadores são salvos (“... mas aquele que perseverar (fiel) até o fim, esse será salvo”. Mateus 10.22), por meio da Palavra, são nascidos de novo, batizados nas águas, por imersão, hoje, de pré-adolescente (alguns) a adulto, conforme testemunho e conscientização (“De sorte que foram batizados os que receberam a sua Palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos...” Atos 2.41,42).

Finalizando esse estágio serão acrescentados à igreja como membros; participam, então, da Ceia do Senhor, comem o pão, como símbolo do corpo de Cristo e bebem o vinho, que simboliza o sangue do Filho de Deus: “Enquanto eles comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos...”. (Mateus 28.26.27).

A Bíblia não fala de hóstia (embora segundo o dicionário de etimologiahóstia é uma partícula de pão ázimo que se consagra na missa). Como podemos analisar, o pão foi “partido”, ali na hora, simbologia do corpo de Cristo repartido por todos, e o vinho foi bebido por “todos” como fazemos na igreja evangélica. A igreja católica molha a ponta da hóstia no vinho e apenas o padre bebe do vinho. Não foi assim ensinado.

A proibição do cálice aos fiéis se deu em 1414 no Concílio de Constança (Sempre os tais Concílios...), e reforçando, nesse mesmo concílio católico fora tomada a decisão de condenar à fogueira o reformador Jan Huss, que era contra a posição da Igreja, e afirmava: “...O Senhor me deu o conhecimento das Escrituras...”. Dando continuidade às características dos crentes primitivos:

* Deverá haver absoluta lealdade ao Evangelho, aos ensinamentos originais de Cristo e dos Apóstolos (“... edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina...” - Efésios 2.20);

* Os membros da igreja dedicam-se ao estudo e pregação da Palavra de Deus e à obediência da mesma (“Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da Palavra” - Atos 6.4 - Atos 18.11 - Romanos 15.18 - Colossenses 3.16);

* Os membros deverão separar-se dos conceitos mundanos, bem como de suas práticas e não devem aceitar ensinos que contrariam a Bíblia (“Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vêm do Pai...” - I João 2.15,16- Romano 12.2 - II coríntios 6.17 - Gálatas 1.14);

* Haverá sofrimento e aflição por causa do mundo e dos seus costumes, quando estes são combatidos por meio da Palavra, mas, como luz, devemos influenciar o mundo e não sermos contaminados por ele (“Enquanto eles estavam falando ao povo, sobrevieram-lhes os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus, doendo-se muito de que eles ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos, deitaram mão neles, e os encerraram na prisão até o dia seguinte; pois era já tarde. Muitos, porém, dos que ouviram a palavra, creram, e se elevou o número dos homens a quase cinco mil” - Atos 4.1-3 - Atos 5.40 - Atos 9.16 - Atos 14-20);

* A Igreja, enquanto casa de Deus, não compactua com a idolatria, nem aceita imagens, ídolos, sob seu teto (“ ...Tiago, tomando a palavra, disse: Irmãos, ouvi-me: ...julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos...” - Atos 15.7,13,19,20).

“Também a imagem esculpida (estátua) do ídolo que tinha feito, ele (Manassés) a colocou na casa de Deus...”. Manassés tanto fez errar a Judá como aos moradores de Jerusalém... (ao conduzir o povo pela desobediência). Pelo que o Senhor trouxe sobre eles os comandantes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés com ganchos e, amarrando-o com cadeias de bronze... E estando ele angustiado, suplicou ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais; sim, orou a ele; e Deus se aplacou para com ele, e ouviu-lhe a súplica, e tornou a trazê-lo a Jerusalém, ao seu reino. “Então conheceu Manassés que o Senhor era Deus. Ora, depois disso... (Depois de se arrepender e ser libertado, Manassés) tirou da casa do Senhor os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que tinha edificado no monte da casa do Senhor, e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade. ...e ordenou a Judá que servisse ao Senhor Deus de Israel” (II Crônicas 33.7-16);

* A igreja deve preocupar-se com o ensino da Palavra às crianças (“Então lhe trouxeram (a Jesus) algumas crianças para que lhes impusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreenderam. Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus”. Mateus 19.13,14).

Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbio 22.6).

“E todos os teus filhos serão ensinados do Senhor; e a paz de teus filhos será abundante”. (Isaías 54.13).

“... desde a infância (Timóteo) sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (II Timóteo 3.15).

 

 SÓ JESUS SALVA!

 

www.vivos.com.br

As Valkírias – pdf-https://meocloud.pt/link - https://cld.pt/dl/download/

http://www.gotquestions.org/Portugues/origem-Igreja-Catolica.html

http://www.gotquestions.org (batalha do Armagedom, sete-sacramentos, sete-igrejas-Apocalipse, Relacionamento com Deus).

http://professor-josimar.blogspot.com.br/2012/07/origem-da-igreja catolicaapostolica.html

BÍBLIA de Estudo Pentecostal – AT e NT. Referências e Algumas Variantes. Trad. João F. de Almeida. São Paulo, CPAD/SBB, 1995.

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

BARSA, Nova Enciclopédia. Encyclopaedia Britannica do Brasil Ltda. Rio de Janeiro/São Paulo, 1997, 1999.

http://www.gotquestions.org (sete-igrejas-Apocalipse)

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas