Total de visitas: 18192
49 - Nova Era
49 - Nova Era

49 - Nova Era

“... – A cada dia este mundo tem um nome – disse ela. – Nova Era, Sexta Raça Dourada, Sétimo Raio, etc.” (As Valkírias – pdf - meocloud- p. 45).

O Movimento “Nova Era” (do inglês New Age) é a junção de ensinos metafísicos, de influência oriental, com crenças espiritualistas, animistas (manifestações religiosas ligadas aos elementos e ao cosmos: sol, lua, rio, oceano, animais, etc.) e paracientistas. Tem como base o estilo liberal e faz oposição ao conservadorismo das religiões.

Esse Movimento teve sua culminância nas décadas de 1960 e 1970, tendo como inspiração os princípios teosóficos. É considerada uma “filosofia de vida”, de bem estar e tolerância universal.

A Nova Era pretende realizar, figuradamente, o que seu nome sugere: Um novo período, uma nova fase. Deixar sua marca como a “Era de Aquários”sobre o mundo, um “derramamento de águas” para simbolizar a vinda de um novo “espírito” ou “nova mentalidade”. Essa Nova Era é assim denominada porque pretende suplantar a “Velha Era (eliminando padrões)”, a “Era de Peixes (referência ao cristianismo)”.

Segundo a visão de algumas correntes do cristianismo, a Era de Aquário surgiria para substituir a de Peixes, uma vez que, devido às iniciais de Jesus Cristo em grego, o peixe fora símbolo do cristianismo primitivo. Assim, Era de Aquários seria a era do domínio do Anticristo, tempo em que a Terra não mais sofrerá a influência cristã.

Todas as religiões neopagãs são afluentes que desembocam em um lago cada vez maior que é esse Movimento. Nova Era é um agrupamento de muitas doutrinas, crenças, magia e esoterismo.

O Movimento originou-se com a fundação da Sociedade Teosófica em 1875, na cidade de Nova York, criada pela russa Helena Petrovna Blavatsky. Essa linha ocultista já existia há tempos atrás.  É uma ramificação embasada na teosofia, hinduísmo e outros elementos orientais.

Mais tarde, depois da morte de Helena, o Movimento teve o reforço da inglesa Alice Bailey (1880-1949), que, dizem, tinha conhecido o evangelho na adolescência. Imigrante nos EUA, lá estabeleceu o verdadeiro alicerce para o Movimento, onde se tornou um “guru” e é reconhecida como suma sacerdotisa. Como médium-espírita recebia mensagens de um, assim chamado, “mestre da sabedoria”.

Os adeptos da Sociedade Teosófica acreditam na existência de “mestres”, os quais, para eles são seres espirituais ou homens especiais e favorecidos. Essas mensagens, transmitidas por estes espíritos-demônios, foram publicadas em numerosos livros. Alice fundou a Companhia Lúcifer de Publicações. 

Os espíritos inspiradores determinaram que o conteúdo de todas as mensagens da magia devesse ficar em oculto por 100 anos. Talvez por isso Paulo Coelho lembra a seu leitor: “Tinham feito um juramento: Tudo que estava oculto precisava ser revelado”. (p. 116).

A partir de 1975, cem anos depois da fundação Teosófica, as doutrinas da Nova Era foram realmente divulgadas em todo o mundo, juntamente com a anunciação de um “Cristo da Nova Era”: Maitreya. Porém, não significa que o Movimento estivesse na clandestinidade ou inativo.

O Movimento Nova Era, o grande acolhedor de todas essas religiões do paganismo, é, portanto, um movimento ‘precursor’ do Anticristo, pois negam os valores espirituais do Cristianismo. Para esses seguidores Cristo é apenas um grande Iniciado, ao lado de Buda, Confúcio, Maomé, e outros, daí a sugestão do Movimento para o surgimento de outro cristo.

Os adeptos desse Movimento rejeitam o Cristianismo por entender que os cristãos apresentam um Deus que tortura eternamente qualquer um que se rebele contra ele. Isso é um retrato de Deus incorreto ao seu caráter. Temos consciência do grande amor de Deus, cremos que Deus afaga a cabeça do pecador, enquanto espera arrependimento, transformação e reconhecimento da soberania de Deus em sua vida. Mas cremos em um Deus de justiça, que jamais afagará o pecado do homem, numa quase cumplicidade, por que, como um pai amoroso, pensam muitos, ele tem sempre que tolerar, não digo a fraqueza do pecador, mas, pior ainda, essa inerência do homem em relação à vida pecaminosa; na maioria das vezes praticante do pecado por prazer, ou por indiferença à vontade de Deus.

Para muitos, a bondade de Deus exige que Ele não castigue, pois se assim o fizer não será condizente com um Deus de bondade, esquecendo que Deus é também um Deus/Juiz, que julga que pede conta que sentencia.

Deus não tortura ninguém, ele apenas insiste na regeneração do homem, e respeita seu livre arbítrio, que não será sem consequências e no fim de tudo haverá um acerto de contas. A escolha final terá sido do próprio homem.

“Alegra-te, jovem, na tua juventude, e alegre-se o teu coração nos dia da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te pedirá conta” (Eclesiastes 11.9). 

“O Senhor está no seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os seus olhos contemplam... ...os filhos dos homens” (Salmo 11.4).

A Nova Era é uma forma não declarada de Espiritismo. Na verdade tem suas raízes no passado remoto da história humana, a partir do Antigo Egito e da Índia. O Movimento congrega em seu bojo inúmeras práticas ocultistas e espíritas, as quais são condenadas pela Palavra de Deus (Dt 18.9-14) e inclui: reencarnação, esoterismo, ufologia, meditação transcendental, hipnose, clarividência, artes mágicas e todos os ramos de adivinhação.

“... Além disso, queimou seus filhos como sacrifício no vale do filho de Hinom; e usou de augúrios e de encantamentos, e dava-se a artes mágicas, e instituiu adivinhos e feiticeiros; sim, fez muito mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira” ( II Cr. 33.6).

Nesse Movimento, várias são as concepções de divindade, quase todas as mesmas do hinduísmo. Há grupos panteístas (Deus é tudo e tudo é Deus, não há distinção entre a criatura e o Criador e isso engloba o próprio Satanás).São adeptos do politeísmo pagão (nega o Deus revelado nas Escrituras), pregam a deificação do homem (doutrina de que o homem é deus).

Ressuscitou as principais divindades do paganismo e as seitas pagãs da antiguidade, dividiu a natureza em quatro elementos (os elementais): terra, água, fogo e ar. Para cada elemento da natureza existem determinados espíritos (gnomos, duendes, fadas, salamandras, etc.), para alguns seguidores esses espíritos são intermediários entre os anjos e os homens. São seres de luz, cuja missão é manter a ordem na natureza e devem ser invocados.

Ecológica, faz disso uma fachada para o culto à natureza.

A Conferência Mundial Sobre o Meio Ambiente - Rio/92, realizada no mês de junho, na cidade do Rio de Janeiro, (em 1992), foi um importante encontro de grandes nações, com sérias finalidades, mas também foi a iniciação, aqui no Brasil, de um despertar para o culto à Mãe-Terra. Momento mais que oportuno para os adoradores do cosmos.

A Nova Era tem duplo objetivo: estabelecer um governo internacional, para isso apresenta o sonho de um mundo perfeito, onde haja paz, sem violência, sem fome, com justiça, felicidade, compreensão; bem como implantar uma só religião. Nesse projeto não há lugar para Deus, nem para seu Filho Jesus Cristo.

 

 

 

As Valkírias – pdf-https://meocloud.pt/link - https://cld.pt/dl/download/

“NOVA ERA OU ERA DE AQUÁRIOS” – Pesq. Presbítero João Barbosa da Silva (Igreja Assembleia de Deus - Templo Central, Recife-PE), 1992.

“NOVA ERA, O MISTÉRIO DA INJUSTIÇA”.Pesq. Pastor Isaías Ferreira da Silva - SEBIP: Seminário Bíblico Pneuma, Guarujá, SP.

“O MOVIMENTO NOVA ERA”. Fontes: Alexandre Brasil Fonseca (com vários outros textos extraídos da Internet, conforme informa a apostila, porém não faz referência a sites ou autores), cita, contudo, Marco André (Editora Betânia).

“REVISTA LIÇÕES BÍBLICAS” - Jovens e Adultos - Seitas e Heresias, 2º Trimestre, CPAD, 1997 (Nova Era, lição 6, p. 28-32. Comentário: Ezequias Soares da Silva. Consultor Teológico: Antonio Gilberto).

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas