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26 - Mestres
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26 - Mestres

“Um homem pode ter um mestre...”. (As Valkírias – pdf - meocloud- p. 2).

“...– Se você me perguntasse o que é importante para mim – disse para J. –, eu responderia: o meu mestre. Foi ele quem me ensinou a entender que o Amor é a única coisa que não falha. Teve paciência de me conduzir pelos intrincados caminhos da magia...”. (Idem- p. 4).

“Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mateus 23.8).

Esse substantivo é muito apreciado na corrente religiosa de Paulo Coelho.

Mestre é o indivíduo especializado sobre uma determinada área do conhecimento humano. Usualmente é aquele que defendeu um mestrado.

Em um comentário na internet, um leitor de Paulo Coelho, de 17 anos, pede desculpas ao escritor, por algum erro cometido na análise de determinado livro lido e conclui: “... sou um pequeno aprendiz a tentar aprender com os pergaminhos de seu mestre”. É tudo o que um escritor dessa categoria deseja: influenciar como um mestre espiritual.

Levando em conta o esoterismo o termo “mestre”, nesse caso, deriva dos conceitos teosóficos de “Mahatmas”, ou “Mestres da Antiguidade”, expandidos, também, por Helena Blavatsky, ocultista russa.

Helena afirmou suas ideias baseadas nos ensinos transmitidos a ela por um grupo de espíritos iluminados, os chamados Mahatmas, e os tais são intitulados de Mestres e eram seus professores.

O conceito dos Mahatmas foi ampliado, ainda mais, após a morte de Helena, pelos seus sucessores, que passaram a descrevê-los com riqueza de detalhes. Tempos depois esse ensino foi desenvolvido e chegou-se ao conceito de Mestres Ascensionados, ou seja, que passaram por um processo de ascensão, personagens como, Saint Germain, Maitreya, etc., e, juntando a estes, Jesus. Não respeitando a superioridade e diferenciação espiritual de Cristo, pois não possui em suas bases o conhecimento do cristianismo puro, bíblico. Outros querem dar a Saint Germain à mesma condição de quem ascendeu como aconteceu com Jesus, e onde eles foram buscar o fundamento dessa teoria? Na própria Bíblia, todavia, deturpando-a ao estender a ascensão de Cristo a outros. Deus fez isso uma única vez, em relação a seu Filho.

“... Cristo, oferecendo-se uma só vez...” (Hebreus 9.28).

“... enquanto ele (Jesus) subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1.10,11).

Os falsos mestres

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou...” (II Pedro 2.1).

“Surgirão falsos profetas operando grandes sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Palavras do Mestre Jesus - Mateus 24.24).

A Palavra aponta sempre o caminho certo. Um amigo meu definiu-me como uma pessoa ‘bitolada’, pois lhe era impressionante como eu incluía a Bíblia em tudo. Não quis ser enfadonha com ele, nem estava sendo fanática, longe de mim, mas a ocasião era de instrução, não podia deixar passar, nem silenciar de forma cúmplice, e meu direcionamento vem dela, graças a Deus!

Jesus alertava:

Os fariseus e escribas, os doutores da lei, membros de um dos principais grupos religiosos dos judeus, amavam os primeiros lugares nos banquetes, as saudações públicas e o serem chamados “mestres”, por terem grande domínio na área de estudos religiosos (Mateus 23). Mestre nesse caso, para eles, tinha conotação espiritual diferente da formação intelectual, onde você é o mestre e instrutor de seu irmão, porém, não é seu Guia Espiritual, e se houver necessidade de ensino da área espiritual, este ensino não deve fugir das verdades bíblicas, estas verdades não devem ser desprezadas, nem alteradas, por causa de certos interesses e crenças pessoais.

“Porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são dirigidos são devorados” (Isaías 9.16).

“Ai de vós, guias cegos!... Insensatos e cegos!... ...que coais um mosquito, e engolis um camelo” (Mateus 23.16,17,24).

Esses versículos falam dos “falsos guias”, desleais à Palavra de Deus, a estes não devemos imitar.

Tem uma narrativa no livro de São João, que uma frase de Jesus nos leva a pensar na posição dos mestres. Ele teve um encontro com um mestre de Israel, por força das circunstâncias, e Jesus falou-lhe a respeito do Novo Nascimento e esse mestre, chamado Nicodemos, não entendendo, questionou como seria possível voltar ao ventre de sua mãe, Jesus interrogou dizendo: “Tu és mestre em Israel e não sabes isto?” (João 3.10).

Tem muita gente se dizendo “mestre” e não sabe coisa alguma, no que diz respeito à espiritualidade, e arrastando muitos para seu caminho, por meio de suas falsas teorias. Isso não é próprio apenas de nossa contemporaneidade, na Bíblia há exemplos desses seguidores: “... levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muitos após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada” (Atos 5.37), ou seja, perdem a salvação ao atingirem um nível de embaraço espiritual tão grande, que não conseguem achar o caminho de volta ao Salvador.

A Palavra Santa manda ter cuidado com os falsos mestres, e refere-se a eles como “falsos profetas”, estes se “apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mateus 7.15).

“Disfarçados em ovelhas”, com uma mensagem até baseada na Palavra de Deus, mas distorcida, às vezes ao extremo.

Longe das multidões, em sua vida particular, o mestre “fariseu” entregava-se à iniquidade e à hipocrisia (Mateus 23.25,28). Sua vida na intimidade era marcada pela cobiça carnal, imoralidade, adultério, ganância e satisfação de seus desejos egoístas, conforme disserta a Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD). Por causa de seus desejos imorais, apartavam-se de Deus (I Coríntios 6.9,10 - Gálatas 5.19-21) e tornavam-se instrumentos de Satanás, disfarçados de “Ministro da Justiça” (II Coríntios 11.5), de catedráticos do bem e da verdade.

Satanás, ainda hoje, tira partido dos mestres enganadores, de suas habilidades, influencia e promove o seu sucesso. A estratégia do Inimigo é colocá-los em posição de destaque para minar a autêntica obra de Deus e de Cristo, subvertendo a ordem natural e espiritual: mandamentos, regras, conceitos, etc.

Quatorze vezes nos Evangelhos Jesus advertiu os discípulos a se precaverem dos falsos mestres, de líderes enganadores (Mateus 7.15- Marcos. 4.24).

Apesar de tudo, não deixará de haver dissimulados mestres, com a ajuda de Satanás, declarada, consciente ou não. Ocultam-se até que Deus os desmascare e revele suas verdadeiras intenções.

“E destruirá neste monte a máscara que cobre todos os povos, e o véu que está posto sobre todas as nações” (Isaías 25.7).

Devemos lembrar: são meros propagadores, passam doutrinas e tradições dos homens, contradizem a palavra de Deus, e nem sempre essa contradição é tão velada. (I João 4.6). Outra característica é que buscam mais as experiências religiosas e as manifestações sobrenaturais do que a Palavra de Deus e seus padrões de justiça.

A maioria dos falsos mestres nunca encontrou o caminho certo seus ceticismos não deixaram. Com isso criou-se novos conceitos, novas suposições e chegou-se ao que essa maioria considera um novo caminho, ou pelo menos um meio tido como o mais viável, acessível, e joga este caminho aos pés de muitos, que infelizmente assimilam o exemplo e se propõem a seguir por ele.

“Conjuro-te (suplico-te) diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos... ...prega a palavra... ...porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina  (a pura palavra de Deus); mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade...” (II Timóteo 4.1-5).

Ouvi dizer na TV que um pregador americano, de uma igreja de grande porte, chegou a dizer que não costumava pregar sobre o pecado, sobre o inferno, pois seus membros já têm problemas demais para ouvir mensagens tão pesadas. E como ficam esses membros sem serem alertados sobre o pecado que poderá levá-los ao inferno? Eles ficarão apenas com as “coisas agradáveis” de se ouvir e como se corrigirão?

“Também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor, que nos resgatou...” (II Pedro 2.1).

Além da Bíblia o título de mestre é usado amplamente em algumas correntes filosóficas, de cunho religioso, como a Teosofia e a Maçonaria; esta, iniciada a partir do século XVII e divulgada na Inglaterra a partir de 1723.

Mestres na Maçonaria

A maçonaria se autodenomina uma sociedade de fins filantrópicos e humanitários, com pretensão de influenciar as nações com uma determinada filosofia da religião.

A maçonaria elege seus membros conforme certas exigências morais e os aceitam depois de ter passado por um Rito de Iniciação. Ritos estes, e certos símbolos, são mantidos em segredo, mas a maçonaria não pretende ser uma sociedade secreta e, sim, discreta, conforme explica a Enciclopédia Mirador, porém não é isso que costumamos ouvir, fala-se muito a respeito de certos “segredos”.

As lojas maçônicas (seus templos) tiveram origem nas associações medievais dos pedreiros que construíam as catedrais. Esses pedreiros mantinham em segredo certos conhecimentos profissionais, e daí nasceu a crença nos “segredos maçônicos”.

O Rito mais importante é o escocês. Seus adeptos formam uma sociedade de 33 graus de iniciação. Citaremos alguns sem considerarmos a ordem hierárquica.

. Aprendiz

. Companheiro

. Mestre

. Mestre Secreto

. Mestre Perfeito

. Mestre em Israel

. Venerável Grão-Mestre (soberano da maçonaria)

. Grão-Mestre da Luz

. Sublime Príncipe do Real Segredo

. Cavaleiro da Serpente de Bronze

 

 

 

MIRADOR, Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. São Paulo/Rio de Janeiro, 1993 (p. 7084-7086).

BARSA, Nova Enciclopédia. Encyclopaedia Britannica do Brasil Ltda. Rio de Janeiro/São Paulo, 1997, 1999 (Vol. 1, p.413 – vol2, p 454-455 - vol. 3, p 259-260 – Vol. 4 p.19- 23,Vol. 10, p. 85-90, Vol. 09, p. 177)).

BÍBLIA de Estudo Pentecostal – AT e NT. Referências e Algumas Variantes. Trad. João F. de Almeida. São Paulo, CPAD/SBB, 1995.

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

As Valkírias – pdf- https://meocloud.pt/link - https://cld.pt/dl/download/

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas