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30 - A influência da magia Celta
30 - A influência da magia Celta

30 - A influência da magia Celta

Vimos parte da civilização egípcia, influente em seu paganismo de tempos atrás, e é até hoje, pois, mesmo de forma pouco difundida continua a entusiasmar; e expomos um pouco do império babilônico que também deu sua cota. Daremos, ainda, uma pincelada na história religiosa da civilização Celta, povo de raça indo-europeu, habitantes da Gália central, estes têm um grande peso nas religiões neopagãs da atualidade.

Para os historiadores, a civilização Celta teve sua origem numa área da Áustria, próximo ao sul da Alemanha, donde surgiu e ocupou a maior parte do continente europeu entre os séculos V e III a.C, e influenciou toda a região com sua cultura, arte e linguística. Os célticos foram uma civilização avançada para o seu tempo, possuíam vastos conhecimentos de religião, filosofia, geografia e astronomia.

No campo da religião eles tinham uma compreensão diferente dos demais, pois todas as suas atividades possuíam caráter religioso. A religiosidade celta era rica em simbolismos e rituais e baseava-se no culto à natureza e à deusa-mãe, o que levou a sociedade celta ao esoterismo. Seu sistema de crenças religiosas era transmitido por uma casta sacerdotal, os druidas. Sacerdotes, poetas e sábios, os druidas, formavam a classe intelectual dirigente. Ensinavam e praticavam a adivinhação e a magia, e ofereciam sacrifícios que raramente eram humanos.

Não concordavam com o culto à divindade em templos, celebravam seus ritos ao ar livre, em florestas. Não vestiam roupas durante a cerimônia. Entre seus ensinamentos o principal era o de cultuar os deuses. Os sacerdotes usavam coroas e chifres, símbolos do deus cornudo. Os celtas não consideravam a natureza algo inerte, mas sim dotado de espírito próprio.

“... entrará o Senhor em juízo com toda a carne... Os que se santificam, e se purificam para entrar nos jardins após uma deusa... (representada por uma estátua). Pois eu conheço as suas obras e os seus pensamentos; vem o dia em que ajuntarei todas as nações e línguas; e elas virão, e verão a minha glória” (Isaías 66.16-18 - No sentido de prestar conta).

O culto à grande-mãe (Mãe-Terra) e ao deus cornífero (deus dos animais dotado de chifres de cervo, cultuado, mais ainda, pelos que dependiam da caça), predominou nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas até a chegada dos romanos, estes, praticamente dizimaram as tribos celtas.

As deusas da fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos. Eles acreditavam que o universo deveria ter sido criado por uma Grande-Mãe.       

Veneravam animais como o javali, o touro, o urso, o cavalo, o porco e a serpente. Eles possuíam também um complexo panteão. A tríade fundamental era encabeçada por Lug, deus-druida, sábio e rei dos deuses, junto a ele encontrava-se Dagda, senhor dos elementos e das tormentas. Por último, Ogme, deus da guerra, o marte céltico. Havia diversas outras divindades; as femininas como Epona, a deusa-égua. Em geral eram associados a ritos de fertilidade.

Em comum, essas civilizações têm em seu bojo religioso os pagãos, adeptos do paganismo. Pagãos eram aqueles que veneravam os deuses pré-cristãos de seus ancestrais.  O paganismo ou Bruxaria Moderna surgiu em várias regiões da Europa. Sua origem é antiquíssima, deu-se porque os seres humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da vida e da natureza.

O povo hebreu estabeleceu uma divisão entre ‘o povo eleito de Deus’ e os ‘gentios’ classe que posteriormente seria denominada como “pagãos”, gentios eram os povos que não conheciam e não cultuavam a Jeová (Yahveh, “Iavé”).

O Velho Testamento está repleto de atitudes, por parte de alguns reis, que agradaram a Deus, no total, ou em parte. Podemos citar o exemplo de Josafá, rei de Judá.

Diz-nos o relato bíblico (versão na linguagem de hoje): “... Josafá fez o que o Senhor Deus considerava certo. Mas os lugares pagãos de adoração (“os altos”, em outra versão, lugares elevados onde eram construídos altares para os sacrifícios a deuses pagãos) não foram destruídos, pois o povo ainda não tinha resolvido adorar somente o Deus dos seus antepassados”, ou seja, era um povo dividido e isso Deus na aceitava (II Crônicas 20.32,33).

Os cristãos passaram a chamar de pagãos, depois da cristianização da sociedade romana, todos aqueles que se negaram a “cristianizar-se”, e continuaram a venerar deuses do “pagus”. “Pagus” em latim significa “localidade”, ou seja, os deuses locais, de sua região, de seus costumes, muitos cristãos conservam ainda hoje, essa prática, e os cultuam a despeito do que a Bíblia ensina sobre o politeísmo.

Tornar-se cristão jamais poderia ser imposto, por um “decreto de cristianização”, como fez o Imperador Constantino. Só o poder de Deus convence o homem de que Cristo é o filho de Deus para a salvação da humanidade, é baseada nessa crença que a pessoa se converte. Mas aprendemos que Deus respeita a liberdade de cada um em segui-lo ou não. Pela Bíblia, porém, Deus não aceita ser “associado”, e não há como se fazer “arrumadinho”.

 

 

 

“REVISTAS DAS RELIGIÕES” - O Mundo da Fé: Quem são os Anjos (Reportagem de Capa). Editora Abril, edição 18, 02/2005 (“Anjos, Divinos Mensageiros”, p. 17-21, e “Sob as forças da Deusa e da natureza”, por Cristiana Felippe,  p. 45-49).

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas