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37 - Santos
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37 - Santos

Segundo o dicionário Houaiss, é a pessoa canonizada pela Igreja, dada como milagrosa e a quem o povo rende culto.

O termo “santo” na Bíblia (do Gr hagios) significa, literalmente, ‘separação do pecado’, e, ‘para Deus’. Os santos, noutras palavras, são “os separados para Deus”, ou “os santificados em Deus”. Isto significa ser guiado e santificado pelo Espírito Santo: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são os filhos de Deus” (Romanos 8.14). Afirma-nos a Bíblia.

Todos dirão que são guiados pelo Espírito de Deus, mas isso implica em deixar de cometer determinada ação por que a mesma não condiz com a vontade de Deus. Uma das características dos filhos de Deus, dos que são separados do pecado é que essas pessoas, comuns, vivem uma vida de renúncia, de afastamento, de recusa. Esses são os santos.

A etimologia que vem do latim, “sanctu”, significa puro, imaculado, modesto, indica a santificação pessoal vivenciada diante do mundo.

SANTOS, no plural, refere-se aos salvos, coletivamente, como o corpo de Cristo, isto é, os tirados do mundanismo para formar o corpo de Cristo, como disse Jesus: “... Não são do mundo, assim como Eu do mundo não sou...” (João 17.16).

O Velho Testamento contém uma citação sobre ser “separado”: “... estatuto perpétuo será isso para vossas gerações, não somente para fazer separação entre o santo e o profano, e entre o imundo e o limpo, mas também para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem dado...” (Levítico 10.10,11).

Separado daquilo que não é santo, daquilo que é pecaminoso, seguindo o exemplo de Jesus, que se separou do pecado, conforme podemos atestar em Hebreus 7.26: “... com efeito, nos convinha um Sumo Sacerdote, como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus”.

Além do que é sagrado, é a pessoa que vive na lei divina, nos informa o dicionário; indivíduo que morreu em estado de santificação. E se esse indivíduo vivia na lei divina; do contrário não é santo, não gostaria de incutir aos conservos a forma idolátrica que lhes imputam algumas religiões, como exemplifica a Bíblia.

Ser santo, separado do pecado, não é igual ao Santo que faz milagre por si mesmo, que salva, ou seja, o próprio Jesus, e o nosso Deus. Os demais, em vida, se ‘fazem milagres’, e se são convertidos a Deus, atribuem esse ato a Ele. Inclusive, os tais, não permitem que seus semelhantes o tenham por “divino”, por um “santo diferenciado”, quem assim não o faz age de forma errônea.

A santidade a que se refere Deus, em relação a nós, não implica em uma pessoa incapaz de pecar. Em absoluto! Esse tipo de santidade só quem a possui é a Santíssima Trindade. Pois a Bíblia nos ensina que não há quem não peque: “Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque)...” (I Reis 8.46). “Vendo isso, Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador” (Lucas 5.8).

O termo santo é largamente usado no meio evangélico, seja para si mesmo ou para se referir aos demais, por isso estamos sempre ouvindo: “Como santo, como pessoa santificada por Cristo, separado do mundanismo, tenho que estar vigilante...”, “não podemos esquecer que santidade é prioridade para Deus, em nossas vidas e que os santos devem fugir do pecado...”, etc.

O pecado, infelizmente, é como um ímã exerce um poder de atração muito forte nas nossas naturezas, muitas vezes involuntário. O santo se separa daquilo que é pecado; e o pecado separa o santo de Deus: “... as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto (de Deus) de vós, de modo que não vos ouça” (Isaías 59.2).

Pecamos por meio do pensamento, da fala, do olhar, etc. O que acontece é que pessoas convertidas que temem a Deus estão sempre empenhadas em não pecar, e quando o fazem, tem consciência disso e logo se dirigem a Deus com pedido sincero de perdão e se esforça para não repetir o pecado. Diferente de quem não tem esse tipo de preocupação. Muitas vezes não sabe nem identificar o pecado, por que pouca coisa é pecado. Para alguns só são considerados os roubos, estupros, assassinatos, maldades aos semelhantes. A mentira, por exemplo, só é considerada quando prejudica alguém, pois as “mentirinhas” ou as mentiras que beneficiam, as mentirinhas “brancas”, não são nada demais.

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (I João 1.8).

João, no versículo acima, provavelmente, está argumentando contra quem afirma que o pecado não existe ou contra os que afirmam que as más ações não geram pecados, há uma corrente teórica nesse sentido. Paulo Coelho, por exemplo, quer que se creia que não existe pecado. Ledo engano. Ele ressalta em seu livro: “- Não existe pecado além da falta de amor, (...). Sigam o que seus corações mandarem (p.143)’’.

A Bíblia nos ensina a tomar cuidado com nosso coração, pois ele é enganoso (Jeremias 17.9). Devemos conscientizar-nos de que a natureza humana (pecaminosa) é uma ameaça constante à nossa espiritualidade e que devemos sempre estar mortificando a inclinação às más obras por meio do Espírito Santo.

Quem são, então, os santos segundo a Bíblia? Eis, no versículo abaixo, algumas das características dos tais:

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade” (generosidade, etc. - Colossenses 3.12).

- A santidade é ordenada por Deus

“Fala (Moisés) a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sereis santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Levítico 14.2).

Em sendo ordenada é um mandamento que temos o dever de nos esforçar para obedecer.

- Deus é quem nos santifica ninguém mais

“... eu sou o Senhor, que vos santifica” (Levítico 19.3).

O Senhor Deus, Jesus, o Espírito Santo, são os que têm poder para nos santificar, para isso eles nos conduzem à Bíblia Sagrada. Não podemos nos apartar dela, sempre com rogos a Deus para que ele venha nos mudar e essa mudança é a santificação.

- Deus deverá ser nosso ÚNICO Santo, não é preciso outros

“Não és tu desde a eternidade, ó Senhor meu Deus, meu Santo?...” (Habacuque 1.12).

- A Palavra e a oração nos santificam dia a dia

“... porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas” (I Timóteo 4.5).

- Deus pede que sejamos santos

“... santificai-vos, e sede santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis...” (Levítico 11.44).

“Fala aos filhos de Israel... para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes o fazíeis; para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Deus” (Números 15.38-40).

- O santo é visto como tal e em vida

“E ela disse a seu marido: Tenho observado que este (Eliseu) que passa sempre por nós é um santo homem de Deus” (II Reis 4.9).

- A santidade é a prioridade de Deus para seus seguidores, sem a santificação não chegaremos a Deus, ou seja, não teremos salvação.

“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor...” (Hebreus 12.14).

Sem a santificação, a separação do pecado, “ninguém verá o Senhor Deus”. Isso é muito sério! Digamos “não” ao pecado, ao mundanismo, às vaidades, à carnalidade, ao ódio, à falta de perdão, às tentações, a tudo que desagrada a Deus. Naquele dia Deus não aceitará nenhuma justificativa. Entenda: Deus odeia toda forma de pecado!

“... também sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar para o dia do juízo os injustos, que já estão sendo castigados; especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas concupiscências, e desprezam toda autoridade. Atrevidos, arrogantes, não receiam blasfemar...” (II Pedro 2.9,10).

Outro exemplo de conservação dos velhos costumes é quando, aquele que se diz santificado pela Palavra, insiste em manter certos gostos mundanos. “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo (com o mundanismo, com os prazeres da carne) constitui-se inimigo de Deus”. (Tiago. 4.4). Isso é mais sério do que muita gente pensa.

- Os separados do pecado foram eleitos em Cristo para serem santos

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo... ...como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor...” (Efésios 1.3,4).

“Irrepreensíveis...” Deus nos acuda! O Caminho é estreito!

- Há oito vezes na Bíblia o termo “povo santo”, embora seja referente ao povo israelita, diz respeito a todos nós como o “Israel de Deus”

“O Senhor te confirmará para si por povo santo, como te jurou, SE guardares os mandamentos do Senhor teu Deus e andares nos seus caminhos” (Deuteronômio 28.9).

“E chamar-lhes-ão: Povo santo, remidos do Senhor...” (Isaías 62.12).

- E há uma única expressão para “um povo todo seu”

“... aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras. Fala estas coisas, exorta e repreende com toda autoridade...” (Tito 2.13-15).

- Vejamos como era a vida de muitos santos, anterior à conversão efetuada por Cristo

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação... pela remissão dos pecados outrora cometidos...”. (Romanos 3.23-26).

“Pois, assim como vós outrora fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia...” (Romanos 11.30).

“Pois já ouvistes qual foi outrora o meu procedimento no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus (o apóstolo Paulo cometia assassinatos) e a assolava (afligia, arrasava)...” (Gálatas 1.13).

“E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (I Coríntios 6.11).

 

 

 

As Valkírias – pdf-https://meocloud.pt/link - https://cld.pt/dl/download/

DICIONÁRIO Houaiss Conciso - Instituto Antônio Houaiss, organizador (editor responsável Mauro de Salles Villar) – São Paulo, Moderna, 2001.

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

https://tempodelogos.com/index.php/estudos/...

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas