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32 - Mago
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32 - Mago

“– Mas o mago aqui sou eu”. (As Valkírias – pdf - meocloud - p. 8).

“– Enquanto somos jovens, nada é muito grave. Mas lentamente esse conjunto de rituais diários vai se solidificando, e passa a nos comandar... ...“Quando o ritual se consolida, o homem passa a ser seu escravo.”...

(...)

– Acontece também com os bruxos e magos?

– Claro. Usam o ritual para o contato com o mundo invisível, para destruir a segunda mente e entrar no Extraordinário”.  (Idem - p. 51, 52).

Conforme afirma o dicionário Houaiss, mago era um antigo sacerdote dos medos e persas, estudioso dos astros, quem realiza magia, feitiçaria; bruxo.

Magos no Velho Testamento (VT) 

... vi, em meu sonho, que de um mesmo pé subiam sete espigas cheias e boas... As sete espigas miúdas devoravam as sete espigas boas. Contei-o aos magos, mas não houve quem o interpretasse” (Gênesis 41.22,24).

Essa designação é citada pela primeira vez em Gênesis 41.24, por Faraó, rei do Egito, que teve um sonho e tentou de todas as formas decifrá-lo. Não compreendendo o significado, convocou todos os adivinhadores do Egito e todos os seus sábios, entre eles os magos, mas ninguém conseguiu dar-lhe a interpretação.

O padeiro-chefe viu toda a indignação de Faraó, cabeças rolariam então se lembrou de um homem de Deus, chamado José, que decifrou com precisão o sonho dele, o qual se cumpriu à risca, e de seu companheiro, durante sua estada na carceragem. O padeiro contou o ocorrido a Faraó, este solicitou a presença de José e a ele disse:

“... de ti ouvi dizer que, quando ouves um sonho o interpretas. Eu contei o sonho aos magos, mas não houve ninguém que o interpretasse.

Respondeu José a Faraó: Isso não está em mim, mas Deus é que dará uma resposta de paz a Faraó (Gênesis 41.16,24).

“Isso não está em mim; mas Deus dará resposta”. Explicou-lhe José. Atribuiu toda capacidade a Deus e a seguir interpretou o sonho.  Esse Faraó, para compensar José, tirou-o da prisão e o elegeu governador do Egito e passou a respeitá-lo. Com isso José pôde proteger seus familiares, futuro povo de Deus, quando chegaram ao Egito por causa da fome na terra. 

Muitos podem se perguntar: qual a diferença, se alguns adivinhos, às vezes, conseguem acertar ‘coisas’, e também atribui isso a Deus? A diferença é que o servo de Deus vive para um único Deus, renuncia ao mundanismo e às práticas pagãs. Deus concede “dons especiais”, mas nem todos os possuem; embora seja para todos. Boa parte o tem, não só por ter uma vida de fidelidade com Deus, mas acima de tudo fé, muita fé. Esses felizardos não saem por aí acendendo vela, que não tem qualquer valia no mundo espiritual. Eles não consultam espíritos de pessoas que já morreram não se põem defronte a qualquer estatueta, e não praticam ritual extra Bíblia.

Observemos o exemplo de José. Esses dons não precisam de práticas ritualísticas, práticas estas não condizentes com a Palavra de Deus; a não ser a da oração.

A prática da oração deve ser constante, fazer parte do dia-a-dia do fiel, bem como uma vida de santidade, que é uma vida afastada do pecado voluntário, diferente de determinados grupos que se dizem detentores de certos poderes, mas normalmente têm contato com o reino das trevas. Fazem pacto com Satanás, acendem vela para Deus e para o Diabo, embora alguns morram negando ou não têm consciência disso ou detêm conhecimento tão enraizado que mesmo surpresos com o texto bíblico acabam achando que isso é “coisa de crente”, e têm dificuldade em abandonar seus aprendizados.

“Não houve ninguém que o interpretasse”, essas foram as palavras de Faraó rei do Egito.

José só falou daquela maneira, cheio de confiança, de certeza quanto à interpretação do sonho, por que estava embasado nas experiências vividas com o seu Deus e da capacidade que Ele lhe dera, do contrário, falaria bobagem e passaria vergonha.

A segunda citação ao termo ‘mago’, e falha dos mesmos, acontece séculos depois, no dia da apresentação de Moisés diante de um Faraó pertencente a uma dinastia que não conheceu José, e Moisés exige, em nome de Deus, a libertação do povo israelita, ora sob o domínio e escravidão desse Faraó. Esse povo havia se multiplicado muito, Faraó os escravizava por temer uma insurreição política (Êxodo 7.11,12).

Para evidenciar o quanto Deus estava no negócio, Moisés, como comprovação divina de sua missão, exibe uma série de milagres garantidos por Deus. Faraó desdenhou afinal ele tinha sob seu domínio magos capazes de fazerem o mesmo, por que ele ficaria maravilhado?

Novamente os magos egípcios foram postos à prova para outra vez serem derrotados, embora imitassem o milagre a princípio:

“E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram o mesmo com os seus encantamentos(Êxodo 7.11).

As varas dos magos também se transformaram em serpentes, por atuação demoníaca. O Egito estava repleto de magia, ocultismo, espiritismo e feitiçaria. Nisso consistia sua religião. Não fosse um detalhe, Faraó, em sua arrogância, não percebeu um sinal profético: a vara (cajado) de Arão, transformada em serpente, engoliu a serpente do truque do mago. Sinal do triunfo da luz sobre as trevas, e por que não dizer do bem contra o mal? Pois está escrito que Deus frustra, os envergonha, e desfaz seus atos de aparência miraculosa:

“Eu sou o Senhor [...] que desfaço os sinais dos inventores de mentiras e enlouqueço os adivinhos; que faço tornar atrás os sábios e transtorno a ciência deles” (Isaías 44.24,25).

Por ocasião das grandes pragas enviadas por Deus sobre o Egito, para Faraó temer a Deus e deixar o povo ir (Êxodo caps. 7-12), os diversos magos daquele reino nada pôde fazer para combater as pragas, ao contrário; em uma declaração cheia de assombro, eles reconheceram que o poder deles nada era em relação ao poder de Deus:

“Então, disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus...” (Êxodo 8.19).

Se apenas o “dedo de Deus” foi capaz de causar tudo aquilo, imaginemos Deus em todo o seu potencial.

Em resumo mais detalhado podemos observar que as Artes Mágicas (adivinhação, feitiçaria, magia, consulta aos mortos, esoterismo em geral, etc.) eram praticadas:

- Pelos prognosticadores, feiticeiros, necromantes, etc.

“Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha (sacrifício humano), nem adivinhador, nem prognosticador (prenunciadores), nem agoureiro (quem prediz), nem feiticeiro, nem encantador (que fascina que hipnotiza), nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos... Perfeito serás para com o Senhor teu Deus” (Deuteronômio 18.10,11,13).

“Perfeito será para com o Senhor teu Deus”. Podemos questionar: como o ser humano pode ser perfeito diante de Deus, enquanto estiver convivendo com a corrupção interna e externa que o rodeia que o tenta?! Essa “perfeição” é com esforço, na verdade, quer dizer integridade, honestidade de caráter e personalidade, senso de justiça, buscador do caminho que agrada a Deus, fuga das atitudes vis.

- Pelos agoureiros (adivinhadores)

“Mas tu (Deus) rejeitaste o teu povo... porque estão cheios de adivinhadores do Oriente, e de agoureiros (que preveem), como os filisteus...” (Isaías 2.6).

“Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa” (Deuteronômio 18.14).

- Pelos astrólogos, pela observação dos corpos celestes 

“Pelo que sobre ti virá o mal de que por encantamentos não saberás livrar-te; e tal destruição cairá sobre ti, que não a poderás afastar... Deixa-te estar com os teus encantamentos, e com a multidão das tuas feitiçarias em que te hás fatigado (sobrecarregado) desde a tua mocidade... ...levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos (quando vier as dificuldades, o castigo), que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti” (Isaías 47.11-13 e Daniel 4.7).

- Pelos próprios magos

“Então entraram os magos, os encantadores, os caldeus, e os adivinhadores, e lhes contei o sonho; mas não me fizeram saber a interpretação do mesmo” (Daniel. 4.7 - Gênesis 41.8 - Jeremias 27.9).

- Pelos falsos profetas

“E disse-me o Senhor: Os profetas profetizam mentiras em meu nome; não os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei. Visão falsa, adivinhação, vaidade e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam” (Jeremias 14.14, Êxodo 13.3,6).

- Efetuadas por meio de observação do tempo climático

“E (Manassés) até fez passar seu filho pelo fogo, adivinhava pelas nuvens e usou de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros; fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira” (II Reis 21.6).

- Por meio de invocação dos mortos

“Disse-lhe Saul: Peço-te que me adivinhes pela necromancia, e me faças subir aquele que eu te disser. A mulher então lhe perguntou: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel (que já havia morrido). Ao que o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus (em sentido de espírito) que vem subindo de dentro da terra” (I Samuel 28.8-13).

- Por meio da inspeção das entranhas dos animais, voos de flechas efetuados na encruzilhada.

“Pois o rei de Babilônia está parado na encruzilhada, no princípio dos dois caminhos, para fazer adivinhações; ele sacode as flechas, consulta os terafins (ídolos babilônico do lar, de altar, e espécie de amuleto), atenta para o fígado” (de animal - Ezequiel 21.21).

- Com o uso de taças

“Não é esta a taça por que bebe meu senhor, e de que se serve para adivinhar...?” (Gênesis 44.5).

- Por meio de varas

“O meu povo consulta ao seu pau (estatueta esculpida na madeira), e a sua vara lhe dá respostas, porque o espírito de luxúria os enganou, e eles, prostituindo-se, abandonam o seu Deus” (Oseias 4.12).

Veja: “a sua vara lhe dá resposta”. Sendo o ídolo um ser inanimado, como é possível que lhe dê resposta, se de Deus não vem essa resposta?! É porque essa resposta vem de outra dimensão, a maligna, que quer que o tal fique escravizado nessa prática condenatória. Inclusive o versículo ressalta: “O espírito de luxúria os enganou”. Caso o tal morra sem arrepender-se, sem compreender o que a Bíblia ensina, não terá salvação, pois está sendo enganado por um espírito.

“Pelo que o Senhor se irou contra Amazias e lhe enviou um profeta, que lhe disse: Por que buscaste os deuses deste povo, os quais não livraram o seu próprio povo...”? (II Crônicas 25.15).

Havia momentos, porém, que os espíritos de tal dimensão não podiam fazer nada. Tudo no controle de Deus.

- Por meio de sonhos

“Pois assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhadores; nem deis ouvidos aos vossos sonhos, que vós sonhais; porque eles vos profetizam falsamente em meu nome; não os enviei, diz o Senhor” (Jeremias 29.8).

“Pois os terafins falam vaidade, e os adivinhos veem mentira e contam sonhos falsos; em vão procuram consolar; por isso seguem o seu caminho como ovelhas; estão aflitos, porque não há pastor (Zacarias 10.2).

- As artes mágicas eram muito ligadas à idolatria

“Edificou altares a todo o exército do céu, nos dois átrios da casa do Senhor. Além disso, queimou seus filhos como sacrifício no vale do filho de Hinom; e usou de augúrios e de encantamentos, e dava-se a artes mágicas, e instituiu adivinhos e feiticeiros; sim, fez muito mal aos olhos do Senhor, para provocá-lo à ira” (II Crônicas 33.5,6).

- Havia livros, e caros, sobre esses temas

“Muitos também dos que tinham praticado artes mágicas ajuntaram os seus livros e os queimaram na presença de todos (quando convertidos); e, calculando o valor deles, acharam que montava a cinquenta mil moedas de prata. Assim a Palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (Atos 19.18,19).

- Era uma ocupação lucrativa

“Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, e que, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores” (Números 22.7; At. 16.16).

- Usavam o nome de Deus de maneira mentirosa

“Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O Senhor diz; quando o Senhor não os enviou (advinham em nome de Deus); e esperam que seja cumprida a palavra. Acaso... não falastes adivinhação mentirosa... sendo que eu tal não falei? ...eis que eu sou contra vós, diz o Senhor Deus. ...não estarão no concílio do meu povo, nem nos registros da casa de Israel se escreverão (livro da vida), nem entrarão na terra de Israel (o céu); e sabereis que eu sou o Senhor Deus” (Ezequiel 13.6-8).

“Ora, também alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentavam invocar o nome de Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. ...Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: A Jesus conheço, e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois? Então o homem, no qual estava o espírito maligno, saltando sobre eles, apoderou-se de dois e prevaleceu contra eles, de modo que, nus e feridos, fugiram daquela casa. E isto tornou-se conhecido de todos os que moravam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e veio temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido” (Atos 19.13-17).

“A Jesus conheço, sei quem é Paulo”. Veja que o demônio ironiza daqueles que tentavam, falsamente, usar o nome de Cristo, uma vez que eles não eram convertidos, não tinham uma vida pautada pelos mandamentos de Jesus. O resultado é que eles saíram envergonhados.

- Os que a praticavam eram considerados sábios, por quem dependia de seu trabalho

“Então o rei muito se irou e enfureceu, e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia... (magos, feiticeiros - Daniel 2.12,27,28).

- Eram tidos em grande admiração

“... certo homem chamado Simão, que vinha exercendo naquela cidade a arte mágica, fazendo pasmar o povo de Samaria, e dizendo ser ele um grande personagem;ao qual todos atendiam, desde o menor até o maior, dizendo: Este é o Poder de Deus que se chama Grande (enganados). Eles o atendiam porque já desde muito tempo os vinha fazendo pasmar com suas artes mágicas. Mas, quando (os seguidores) creram em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus e do nome de Jesus, batizavam-se homens e mulheres. E creu até o próprio Simão e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e admirava-se, vendo os sinais e os grandes milagres que se faziam” (Mais tarde esse Simão desviou-se - Atos 8.9-25).

Podemos observar dois pontos importantes, nesse texto acima. Os seguidores das artes mágicas se converteram ao Evangelho de Cristo, inclusive seu líder, Simão.

Outro ponto é a evangelização, ou seja, a pregação das regras de Cristo. O que é determinado por Ele e o que Ele rejeita. Evangelização que não segue a Palavra de Deus; não é evangelização.

- Os magos eram consultados nas dificuldades

“Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os adivinhadores... para que declarassem ao rei os seus sonhos; eles vieram, pois, e se apresentaram diante do rei” (Daniel 2.2; 4.6,7).

- Usavam palavras e gestos misteriosos

“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam (gorjeiam, emitem som) e murmuram (falam baixinho) entre dentes...” (Isaías 8.19).

- Eram frustrados por Deus

“Assim diz o Senhor, teu Redentor... Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus, e espraiei a terra (quem estava comigo?); que desfaço os sinais dos profetas falsos, e torno loucos os adivinhos, que faço voltar para trás os sábios, e converto em loucura a sua ciência...” (Isaías 44.24.25).

- Não podiam causar dano ao povo de Deus

“É Deus que os vem tirando do Egito... Contra Jacó, pois, não há encantamento, nem adivinhação contra Israel...” (Números 23.23).

- Judeus, espiritualmente instáveis, eram inclinados a tais práticas

“... Voltai de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas. Eles, porém, não deram ouvidos...  ...E, deixando todos os mandamentos do Senhor seu Deus... ...deram-se a adivinhações e encantamentos; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, provocando-o à ira. Pelo que o Senhor muito se indignou contra Israel...” (II Reis 17.5-20).

Magos no Novo Testamento (NT)

“Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera...” (Mateus 2.7).

No NT o termo mago aparece, pela primeira vez,por ocasião do nascimento de Cristo, dependendo da versão bíblica, apenas o evangelista Mateus cita-os. Eles procuravam Jesus por que viram a “sua estrela”, esse sinal lhes fora concedido. Conheciam a palavra de Deus e confiavam nela, pois disseram, quando interpelados: “... assim está escrito pelo profeta”. Depois de encontrar o menino, foram avisados, “por divina revelação”, de que não voltassem para junto de Herodes.

A Bíblia de estudo nos esclarece: “Os magos eram astrólogos ou mágicos; às vezes o termo incluía os que trabalhavam em outras ciências, as quais, na época, tinham pouco a ver com o ‘espírito científico’, e abrangia também a superstição e a magia”.

Há a suposição de que os antigos pais da Igreja analisam a cena dos magos adorando a Cristo, como sendo uma representação da astrologia e da magia, comum naquela época, curvando-se perante Cristo, e reconhece que a iluminação de Cristo dissipa as trevas da ‘falsa sabedoria’. É possível, se eles converteram-se antes. Eles não ousariam prostrar-se perante o Salvador, em um momento como aquele, de pura reverência, oferecer-lhe honrarias, imbuídos de práticas condenadas por Deus, e Deus em sua onisciência não permitiria. Algo sobrenatural aconteceu, houve um motivo para eles empreenderem a busca, além do simples “vimos sua estrela...”.

Por outro lado, poderiam ser homens tementes a Deus e simples estudiosos dos astros, do espaço sideral, da astronomia, ainda que o termo para designá-la não fosse adequado. As falas por eles empregadas, “assim está escrito pelo profeta”, demonstra que eram homens seguidores das Escrituras Sagradas, atentos às profecias bíblicas.

“... Encontraram certo judeu, mágico, falso profeta [...]. Paulo, cheio do Espírito Santo disse: Ó filho do diabo, cheio de todo engano e de toda malícia, inimigo de toda justiça, não cessará de perturbar os retos caminhos do Senhor? Pois agora eis aí está sobre ti a mão do Senhor, e ficará cego [...]. No mesmo instante caiu sobre ele névoa e escuridade e, andando à roda, procurava quem o guiasse pela mão” (Atos 13.6-10).

Nesse caso é o Apóstolo Paulo que tem um encontro com um mago, que distorcia a Palavra de Deus, e atrapalhava, trazendo confusão aos moradores da cidade onde Paulo foi pregar o Evangelho.

Quais as características atribuídas a estes pela pessoa de Paulo? “Filho do Diabo”, “cheio de engano e malícia”, “inimigo da justiça (de Deus)”, “perturbador dos caminhos do Senhor”, ou seja, totalmente em desacordo com a vontade de Deus e desfazia aquilo que era ensinado, embora, atualmente, nem todos se apresentam assim. Veja que não há como conciliar. O apóstolo Paulo, cheio do Poder de Deus o repreendeu e proferiu-lhe um castigo: ele ficou cego.

 

 

 

 

As Valkírias – pdf  - https://meocloud.pt/link - https://cld.pt/dl/download/

DICIONÁRIO Houaiss Conciso- Instituto Antônio Houaiss, organizador (editor responsável Mauro de Salles Villar) – São Paulo, Moderna, 2001.

BÍBLIA de Estudo Pentecostal – AT e NT. Referências e Algumas Variantes. Trad. João F. de Almeida. São Paulo, CPAD/SBB, 1995 (ISBN 85-263-0048-2-BEP).

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas