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34 - Adoração aos Astros
34 - Adoração aos Astros

34 - Adoração aos Astros

Considerando ainda a doutrina wiccana, vejamos o culto a alguns componentes da natureza:

“...Deitaram-se no chão e ficaram fazendo pedidos para as estrelas cadentes....” (As Valkírias – pdf – meocloud - p. 9).

“Vahala virou-se em direção à lua:

- Estamos aqui arcanjo...” (Idem p. 12)

Essa idolatria referente aos astros e planetas é também mencionada na Bíblia. Entre os variados povos daquele tempo era costume tal prática, Deus abominava. Bem como, atualmente, a “inocente” crença de se fazer pedido às “estrelas” que caem, como narrou Paulo Coelho. Isso é pecado. Quem assim o faz está se dirigindo a um ser inanimado que não tem o controle de nada, e não é nada mais que um rastro luminoso resultante do atrito de uma partícula de matéria com os gases da atmosfera terrestre. Devemos fazer nossas petições ao Criador disso tudo.

- Idolatravam imagens sob a forma de sol

“Destruirei os vossos altos, derrubarei as vossas imagens do sol, e lançarei os vossos cadáveres sobre os destroços dos vossos ídolos; e a minha alma vos abominará”. (Levítico 16.30).

“...(o rei Josias) começou a purificar a Judá e a Jerusalém[...], das imagens de escultura e de fundição. E derrubaram perante ele os altares de baalins; e cortou as imagens do sol, que estavam acima deles...” (II Crônicas 34.3,4).

“Também (o rei Josias) destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para incensarem [...], como também os que incensavam a Baal, ao sol, à lua e aos demais planetas e a todos os exércitos dos céus” (II Reis 23.5).

Vemos aqui um exemplo, tal qual Arão, irmão de Moisés, de sacerdotes que se contaminaram com o pecado da idolatria, mas Arão não permaneceu no erro. Esses sacerdotes, conhecedores da Lei, a Bíblia da época, ao invés de ensinar à luz da Palavra; não só corrompia o povo com ensino contrário à vontade de Deus, como também a si próprio.

O rei Josias, muito convertido a Deus, não os aceitou, antes, os destituiu de seus cargos e funções. Isso para os sacerdotes significava um ato humilhante para quem outrora tinha tanta influência.

“E, deixando todos os mandamentos do Senhor seu Deus, fizeram para si dois bezerros de fundição, e ainda uma Asera; adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal” (II Reis 17.16).

“Adoraram todo o exército do céu”. Esses israelitas adoraram as divindades astrais e outros deuses, por que criam que eles proporcionariam uma vida melhor.

- Adoravam e lhe prestavam culto, eram castigados por isso

“Naquele tempo, diz o Senhor, tirarão os ossos dos reis de Judá [...], e os ossos dos habitantes de Jerusalém para fora das sepulturas; e expô-los-ão ao sol, à lua e a todo o exército do céu, a quem tinham amado a quem tinham servido, e após quem tinham ido, e a quem tinham buscado, e diante de quem se tinham prostrado; não serão recolhidos nem serão sepultados; serão como esterco sobre a face da terra” (Jeremias 8.1-3).

“Então me disse: Viste, filho do homem? Verás ainda maiores abominações do que estas. E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor; e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e assim, virados para o oriente, adoravam o sol” (Ezequiel 8.15,16).

- Estrelas/lua

“Não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, a lua e as estrelas, todo o exército do céu, e sejas impelido a que te inclines perante eles [...]. Guardai-vos de que vos esqueçais do concerto do Senhor, vosso Deus, que tem feito convosco, e vos façais alguma escultura, imagem de alguma coisa que o Senhor, vosso Deus, vos proibiu” (Deuteronômio 4.19,23).

Esta recomendação bíblica vale para aqueles pedidos feitos às estrelas cadentes.

“... levantem-se, pois, agora (ante-eminente perigo) e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti...” (Isaías 47.13).

Fica claro nas entrelinhas desse versículo acima, que Deus está se recusando a se levantar em favor do povo que preferia buscar os astrólogos. Ordena que o povo busque os astrólogos, uma vez que se esqueceu dele.

- A escultura de uma estrela era adorno do deus Moloque

“Oferecestes-me vós sacrifícios [...], ó casa de Israel? Antes levastes a tenda de vosso Moloque (estátua do deus supremo dos Amonitas), e o altar de vossas imagens, e a estrela de vosso deus (ou deus-estrela, algumas versões), que fizestes para vós mesmos” (Amós 5.25,26).

“Mas Deus se afastou e os abandonou ao culto das hostes dos céus [...], Antes carregastes o tabernáculo de Moloque e a estrela de vosso deus Renfã (deus antigo, adorado como senhor do planeta Saturno), figuras que vós fizestes para adorá-las. Transportar-vos-ei, pois, para além de Babilônia” (exílio, cativeiro - Atos 7.42,43).

Esse era o comportamento de Israel Antigo: pecava, desobedecia, era castigado de forma terrível. Sofria se arrependia, Deus removia o castigo. Passado um tempo esse povo tornava a pecar, e começava tudo de novo. “Povo obstinado”, como dissera Deus. Não se trata do pecado involuntário, a que todos estamos sujeitos. Trata-se de desobediência consciente aos preceitos de Deus, continuamente.

- Punição aos adoradores

“Quando no meio de ti [...], se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do Senhor, teu Deus, traspassando o seu concerto, que for, e servir a outros deuses, e se encurvara eles, ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exercito do céu (inclusive anjos), o que não ordenei [...], então levarás o homem ou a mulher que fez este malefício [...], o tal homem ou a mulher os apedrejarás com pedras, até que morram” (Deuteronômio 17.2-5).

Assim ditava a Lei Mosaica dada por Deus: morte aos idólatras. O Senhor Deus decidiu mudá-la. Enviou Jesus, seu filho amado, passamos a ter a intercessão dele, a tolerância, a paciência, o tempo de espera dele, por amor, por ser generoso, que denominamos “longanimidade”.

Jesus não aplica castigo imediato, mesmo que nos pareça assim, antes disso ele terá insistido com o homem. Ele utiliza diversificados meios, seja a consciência, e principalmente ela, seja um conselho de alguém, um sonho, alerta para que não pratique tal ato.

Uma vez praticado o pecado, ele insistirá no arrependimento: “[...] Deus fala uma e duas vezes; porém ninguém atenta para isso. Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormece na cama, então abre os ouvidos dos homens, e lhes sela a sua instrução”. (Jó 33.14-16). Se o homem medita em o quanto pecou e se arrepende, estará livre da condenação divina, porém, em alguns casos, nunca da consequência de seu pecado. Na lei não; pecou, fora flagrado, estava condenado à morte, de imediato, sem apelo.

Jesus não deseja, nem aprova que o homem seja “apedrejado”, “queimado” nas fogueiras por seus pecados, por mais hediondo que seja esse pecado. Jesus deseja resgatar a alma humana, sempre. Mas, se o homem insistir em lhe desobedecer, não tenha dúvida: Ele não terá piedade ao aplicar sua justiça. Após o homem fracassar ante todas as tentativas de Deus, não que Ele não consiga obter êxito, mas por causa do livre arbítrio do homem, Ele o larga, como está escrito: “Efraim está entregue aos ídolos, deixa-o” (Oseias 4.17). “Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia [...], Deus os abandonou às paixões infames”. (Romanos 1.24,26). Ou seja: faça o que melhor lhe parecer.

A longanimidade de Deus

“... dantes fui blasfemo, perseguidor e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade. Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: Que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar (resgatar) os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas, por isso, alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna. Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém!” (I Timóteo 1.13,15-17).

Quem nos fala é o Apóstolo Paulo, cita seus pecados, seu arrependimento e a misericórdia de Deus para com ele. O apóstolo não foi idólatra, pois ele foi criado no ensino do Judaísmo, porém, pelo que ele considerava zelo a Deus, matou bastante cristãos. Contudo, Cristo resgatou a sua alma e a transformou.

“Durante anos acreditara na implacável mão de Deus, no seu castigo. Mas era sua própria mão, e não a de Deus, que causara tanta destruição” (p. 140). Quem assim declara é o outro Paulo; Paulo Coelho, embasado em ensino da Nova Era, onde se crer que não há punição divina, não há pecado e não há sentença condenatória, nem Juízo Final.

Não devemos acreditar que tudo é castigo, que é a “implacável mão de Deus”. É lógico que existem as consequências de nossos atos. Mas Deus, como uma “pessoa”, tem sentimentos e reações.

Qualquer um que não obedece a Deus e à sua Palavra faz-lhe oposição e é inimigo de Deus, assim afirma a Bíblia.

 

 

 

 

BÍBLIA de Estudo Pentecostal – AT e NT. Referências e Algumas Variantes. Trad. João F. de Almeida. São Paulo, CPAD/SBB, 1995 (ISBN 85-263-0048-2-BEP).

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

As Valkírias – pdf- https://meocloud.pt/link - https://cld.pt/dl/download/

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas