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29 - O império babilônico e sua influência
29 - O império babilônico e sua influência

29 - O império babilônico e sua influência

“E o rei mandou chamar os magos e os astrólogos, e os encantadores (feiticeiros, mágicos, quem faz encantamentos)... Então, entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles, mas não me fizeram saber a sua interpretação...” (Daniel 2.2 e 4.7).

Esse rei, que não tem o nome mencionado nesse pequeno trecho, chamou os magos, porém não recebeu auxílio deles, ele se chamava Nabucodonosor, rei do império babilônico, império este merecedor, também, de certo destaque. Alguém há de se perguntar por que dou ênfase a essas nações. Porque elas foram de grande influência pagã e algumas acrescentaram ao povo israelita grande idolatria, mais tarde a nós mesmos, com diversificadas religiões. Essas nações nos apresentam a parte histórica da idolatria e variado sortilégio. O versículo acima nos mostra o quanto esse povo era ligado às Artes Mágicas, pois descreve alguns adeptos, como: magos, astrólogos, feiticeiros e adivinhadores.

Ao pesquisarmos o tema angélico, fora da Bíblia, percebemos quanta idolatria está envolvida, além da angelologia, do culto aos anjos. Muito do que é dito não leva em consideração o estudo bíblico, se o considera, não é interpretado tal qual a versão se mostra; além de envolver prática de magia, de feitiçaria, muitas delas copiadas do modelo de crenças de povos da antiguidade, pelos quais demonstram grande afinidade e afeição.

A origem de Babilônia começa por um homem chamado Ninrode, grande caçador, bisneto de Noé, este começou a ser poderoso na terra, e o princípio de seu reino foi Babel. Babel significa confusão, porquanto, ali, durante a construção da torre de Babel, Deus confundiu a língua de toda terra. A construção de uma cidade poderosa e de uma torre com a intenção de atingir os céus, demonstrava a ambição de um domínio absoluto, à parte de Deus.

Babilônia passou a ser o nome de uma região e capital da Mesopotâmia, famosa por seu poderio e esplendor cultural e por seus belos edifícios e construções monumentais, entre elas os jardins suspensos, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

A cidade foi construída à margem esquerda do rio Eufrates, ao sul de Bagdá, onde agora existe o Iraque. Era opressora, cruel e destruidora. Foi, sem tomar consciência disso, instrumento de vingança de Deus contra outras nações (Ezequiel. 30.10), inclusive a nação eleita de Deus: Israel (Daniel 1.1,2).

Em uma versão mais acadêmica diz-se que sua origem parece proceder do acádio, Babilu (povo acadiano), que significa “porta de Deus”. A cidade sagrada descrita pelo historiador grego Heródoto no século V a.C., foi descoberta pelos arqueólogos alemães do século XIX da Era cristã.

Como grande império, era chamada de “senhora dos reinos” (Isaías 47.5), foi engrandecida por Nabucodonosor. Era rodeada por imensos muros. Denominada de “a cidade de ouro”, “a glória dos reinos”, também de Babilônia, “a grande”.

Reconhecida como potência mundial da época, notável por seu poder militar, riqueza, comércio, etc. Seus habitantes eram idólatras, aficionados da mágica (Daniel 2.1,2 - Isaías 47.9,12,13), e  adoradores de um grande número e diversificados deuses, que, venerados nos templos, em muitos casos se assemelhavam aos homens(estátuas). Para os moradores dessa cidade, o homem foi criado por Marduk, à sua imagem e semelhança, com barro e seu próprio sangue (uma “deturpada versão bíblica”, conhecida na época oralmente). O templo era a morada da divindade, enquanto o zigurate (torre) era o lugar destinado ao culto.

As divindades tinham, também, forma de vários animais. Em Cuta, cidade de Babilônia, eles adoravam Nergal, deuses das regiões subterrâneas. Havia também Meroque (Merodaque) ou Baal, (Bel), deus da fertilidade, divindade babilônica equivalente a Júpiter dos romanos ou Zeus dos gregos. Outro deus chamava-se Nebo (Nabu), deus da ciência e da literatura, equivalente ao deus Mercúrio dos romanos ou ao Hermes dos gregos; e Aku, deusa da lua. Cada templo era administrado pelo sumo sacerdote, que, ajudado pelos sacerdotes menores, magos e adivinhos, devia prestar conta ao rei, representante do deus Marduk.

No Mediterrâneo Oriental as religiões egípcias e babilônicas ainda eram praticadas quando surgiram as novas cidades-estados da Grécia e de Roma, daí as influências que chegaram até nossos dias.

Babilônia, por sua exaltação, afrontava ao Senhor, por isso seria humilhada:

“Assim diz o Senhor: Eis que levantarei um vento destruidor contra Babilônia [...]. Fugi do meio de Babilônia, cada um salve a sua vida; não destruais a vós na sua maldade (referência ao povo de Deus que se encontrava lá); porque é tempo da vingança do Senhor; ele lhe dará a sua paga [...].

Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor... ...Ó tu que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros! Chegou o teu fim...” (Jeremias 51.1-13).

“Anunciai entre as nações, arvorai um estandarte, e fazei ouvir, e não encubrais: Tomada é a Babilônia, confundido está Bel, atropelado está Merodaque, confundidos estão os seus ídolos, e caídos estão os seus deuses” (Jeremias 50.2).

No livro de apocalipse, Babilônia é retratada como “a grande prostituta”, esta não é a nação conhecida dos historiadores, nos afirma a Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD). Trata-se de uma simbologia, de alguma combinação política, eclesiástica, religiosa (ecumênica), da qual a Babilônia do Antigo Testamento (AT) é apenas um tipo, um exemplo, que no futuro abrangerá todas as falsas religiões, o mundanismo, o paganismo, a isenção de Deus. É a ressurreição de uma nova Babilônia, enquanto sistema, dos tempos modernos, figuradamente, nos afirma o rodapé da Bíblia de Estudo.

“E veio um dos sete anjos [...] e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta (ou meretriz) que está assentada sobre muitas águas, com a qual se prostituíram os reis da terra...” (Apocalipse 17.1).

Na Bíblia os termos “prostituição” e “adultério”, se empregados de forma figurada, na maioria das vezes denota apostasia religiosa e infidelidade a Deus. Representa os que professam seguir a Deus e a outros deuses ou ao mundanismo ao mesmo tempo.

“E depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente, com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, e abrigo de todo espírito imundo...” (Apocalipse 18.1,2).

“A terra foi iluminada com a sua glória”! Veja o poderio desse anjo!

“Abrigo de todo espírito imundo”. Eis aí onde mora o perigo. De repente o anjo bom com quem alguns afirmam ter intimidade, não passa de espírito imundo “disfarçado”. Às vezes nem se disfarça, a pessoa é que se engana.

No fim, aquela, cheia de orgulho, considerada uma rainha, fora levada cativa, reduzida a mais humilhante servidão, e todos os seus deuses foram destruídos e seus magos e astrólogos nada puderam fazer.

Babilônia seria varrida da face da terra, transformar-se-ia em ruínas. Essa potência caiu por causa da destruição e sofrimento causado a Israel. Além da grande influência de seu politeísmo e feitiçaria. Sua queda se deu em 539 a.C, sob o ataque de um exército comandado por Ciro, fundador do império Persa. Foi capturada por ocasião de uma festa de cinco dias em honra a deusa Sesac. Deus decretou o fim desse império, jamais seria erguido.

“E Babilônia, o ornamento (a joia) dos reinos, a glória e o orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. Nunca mais será habitada, nem reedificada de geração em geração...” (Isaías 13.19,20).

Depois da destruição de Babilônia, como informam os historiadores, a área inteira ao redor da cidade foi inundada pelo descuido dos canais e dos diques existentes ao lado do rio Eufrates. Veio a ser um lugar de pântanos, estagnados entre ruínas, habitada por animais. Na Bíblia está registrado e foi cumprido. Não mais existe esse império, esse é mais um dos sinais de que a Bíblia é verdadeira, fala a verdade.

Diferente da nação de Israel que teve sua origem no Patriarca Abraão, foi alicerçada em Jacó e aí está para contar história: “Dias virão em que Jacó lançará raízes; Israel florescerá e brotará; e eles encherão de fruto a face do mundo” (Isaías 27.6).

“Designarei um lugar para o meu povo Israel, e o plantarei, para que ele habite no seu lugar, e nunca mais seja perturbado; e nunca mais debilitarão os filhos da perversidade, como dantes...” (I Crônicas 17.9).

Deus promete recompensa à nação que anda de forma correta em sua presença; e castigo à nação rebelde.

“Abri as portas (do céu), para que entre nela (na cidade celestial) a nação justa, que observa a verdade” (Isaías 26.2).

“Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que Ele escolheu para sua herança. O Senhor olha lá do céu; vê todos os filhos dos homens; da sua morada observa todos os moradores da terra...” (Salmo 33.12-14).

“Povo que Ele escolheu para sua herança”. A maior herança, riqueza e tesouro que Deus tem para a humanidade é a salvação. Mas o povo acha que entrar no céu é “facinho, facinho”, não requer tanta exigência assim, como fazem parecer alguns “fundamentalistas bíblicos”, e estes acabam colocando Deus à parte de tudo. Outras nações, porém, nem se lembram de que há um Deus.

“O anjo, pois, que falava comigo, disse-me:... Assim diz o Senhor dos exércitos: ...estou grandemente indignado contra as nações em descanso; porque eu estava um pouco indignado, mas eles agravaram o mal” (Zacarias 1.14,15).

“Não castigaria eu estas coisas? Diz o Senhor; não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?” (Jeremias 5.29).

 

 

 

revistashowdafe.com.br - Revista Graça - A Revista da Fé Cristã - números: 176, 178, 179, 181 e 187.  - Graça Artes Gráficas e Editora Ltda, Rio de Janeiro, RJ.

BÍBLIA de Estudo Pentecostal – AT e NT. Referências e Algumas Variantes. Trad. João F. de Almeida. São Paulo, CPAD/SBB, 1995 (ISBN 85-263-0048-2-BEP).

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas