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28 - A influência da magia e idolatria egípcia
28 - A influência da magia e idolatria egípcia

28 - A influência da magia e idolatria egípcia

A primeira civilização, pela informação bíblica, a utilizar magos para aconselhamento por adivinhação foi a egípcia, segundo a ordem atual dos livros bíblicos, embora ela possa ter herdado tal costume de outra mais antiga.

A primeira menção feita pela Bíblia do nome do Egito foi por causa de uma grande fome na terra. Abrão sai com seu pai de Ur dos Caldeus e vai para a cidade de Harã. Seu pai morre nessa cidade e Deus manda Abrão dirigir-se a um lugar que lhe seria mostrado à medida que ele prosseguisse em peregrinar.

Caminhou Abrão, Deus ainda não havia mudado o seu nome, para as bandas do sul e desceu ao Egito em busca de melhorias (Gênesis 12.10).

O Egito era chamado de “Mizraim” ou “Terra de Cam”, por ser descendente do filho de Noé chamado Cam (Cão). Deste modo, o Egito era um rebelde filho de Deus que se desviou dos ensinos de seu patriarca, Noé, a quem Deus o considerava “justo diante de mim nesta geração” (Gênesis 7.1 - 10.6). Os filhos de Cam: “Cuche, Mizraim, Pute e Canaã...” (Gênesis 10.5,6). O Egito, portanto, teve sua origem em um neto de Noé.

Ao longo do rio Nilo desenvolveu-se, no quarto milênio a.C., a Civilização egípcia, uma das primeiras. Egito foi o nome dado às terras do Nilo, situado no Nordeste da África.

A civilização do Egito alcança a antiguidade remota. Foi um império poderoso no tempo do Antigo Testamento, com suas terras percorridas pelo maior rio do mundo. Foi celebrado por sua fertilidade, riqueza, literatura, ótimos cavalos e o comércio. Como símbolo de poder era arrogante, influente, ambicioso de conquistas.

O título de Faraó era dado aos reis. As pirâmides foram os sepulcros dos monarcas do império antigo.

A religião do Egito era uma estranha mistura do panteísmo e do culto prestado a animais, sendo os deuses na forma destes. Os incultos tinham os animais como encarnações dos deuses. Era praticada adivinhação, idolatria diversificada, magia, etc.

Os egípcios eram politeístas, adoravam um número variado de deuses representados de várias formas: como figura humana (antropomorfismo), sob a figura de animal (zoomorfismo), com corpo humano e cabeça de animal (antropozoomorfismo).

Os animais escolhidos para representar seus deuses eram sagrados para os egípcios: o boi, o gato, o crocodilo, o chacal. O Boi Ápis, inclusive, vivia em Mênfis, numa capela, servido por sacerdotes.

Os principais deuses eram: Amon-Rá, Osíris, Ísis, Hórus, Ptah, Thot e Anúbis.

(Eu, Deus) Lançarei fogo às casas dos deuses do Egito, e ele queimá-los-á...” (Jeremias 43.12).

Israel era um amante infiel, naqueles tempos, se deixava levar pelas práticas de adoração de outros povos, mais ainda dos egípcios, estes tinham poder de grande influência.

Moisés, líder do povo, se ausentou para receber de Deus as tábuas da Lei. Como demorou chegar eles resolveram clamar a um deus estranho, copiado de uma nação pagã, que era o Egito, e a construção desse ídolo não poderia seguir outro modelo que não fosse de animal, presenciado tantas vezes por eles na ‘senzala egípcia’ onde estiveram. Construíram um bezerro de ouro e a esse ídolo disseram: “Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito” (Êxodos 32.4). Deus fez o milagre e o ídolo levou a fama.

Ai dos que descem ao Egito a buscar socorro... ...e não atentam para o Santo de Israel, e não buscam ao Senhor.Voltai-vos, filhos de Israel, para Aquele contra quem vos tendes profundamente rebelado. Pois naquele dia cada um lançará fora os seus ídolos de prata, e os seus ídolos de ouro, que vos fabricaram as vossas mãos para pecardes” (Isaías 31.1-7).

“...o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre” (Salmo 133.3).

Hoje em dia ainda existe muita gente fascinada pelo ocultismo do Egito.

“Mas tu rejeitaste o teu povo, a casa de Jacó; porque se encheram do costume do Oriente, e são agoureiros (adivinhos), como os filisteus, e fazem alianças com os filhos dos estrangeiros. Também a sua terra está cheia de ídolos; inclinam-se perante a obra das suas mãos, diante daquilo que os seus dedos fabricaram (imagens).

Assim, pois, o homem é abatido, e o varão é humilhado; não lhes perdoes!” (Isaías 2.6-9).

“Se encheram do costume do Oriente...”

“Assim diz o Senhor Jeová: Também destruirei os ídolos e farei cessar as imagens (da cidade) de Nofe; e não haverá mais príncipe da terra do Egito [...]. Os jovens de Áven e Pi-Besete cairão à espada, e estas cidades cairão em cativeiro” (seriam dominadas por outros reinos que as escravizariam - Ezequiel 30.13,17).

“Nofe” era uma cidade idolátrica. “Pi-Besete”, em egípcio, significa “cidade de Bast”. Bast é o nome de uma deusa, em cuja cidade havia múmias de gatos sagrados. Cada cidade tinha sua forma específica de idolatria.

“Profecia acerca do Egito. Eis que o Senhor vem cavalgando numa nuvem ligeira, e entra no Egito; e os ídolos do Egito estremecerão diante dele, serão movidos... ...Eu (Deus) destruirei o seu conselho, e eles consultarão aos seus ídolos, e encantadores, e adivinhos, e mágicos. Naquele tempo os egípcios serão como mulheres, e tremerão por causa do movimento da mão do Senhor dos Exércitos, por que ela se há de mover contra eles” (Isaías 19.1,3,16).

Embora o termo “naquele tempo”, não esteja identificado, outros trechos bíblicos sugerem que esta passagem diz respeito aos eventos do tempo do fim. Mas bem podemos aplicá-la à ação de Deus, no Egito, supostamente, por ocasião da libertação dos israelitas através de Moisés, envolvendo as Dez Pragas, considerando que os egípcios tinham muitos deuses e naquele momento consultou-os muitas vezes, porém, sem retorno algum.

 “Eis que o Senhor... entra no Egito; e os ídolos do Egito estremecerão diante dele”. Que declaração tremenda! Possa ser que essa profecia seja para o futuro, mas Deus realmente já entrou no Egito e foi estrondoso, como nos mostra o conteúdo o qual daremos uma pequena pincelada em “As Dez Pragas”, uma vez que os magos estavam bem presentes, mas seus poderes não surtiam efeito desejado.

Chama muito a atenção dos cristãos ou mesmo não cristãos, a passagem sobre as Dez Pragas que o Senhor lançou sobre o Egito. Estas terríveis pragas tiveram como finalidade levar Faraó a reconhecer e a confessar que o Deus dos hebreus era Supremo, estando o seu poder acima da nação mais poderosa que era, então, o Egito (Êxodo 9.16; I Samuel 4.8), cujos habitantes deveriam ser julgados por sua crueldade e idolatria.

O salmista, no Salmo 78, faz uma espécie de “relatório”, dos feitos de Deus para livrar a Israel da escravatura, mas temos também Deus se queixando dos pecados desse mesmo Israel, a quem livrou com mão forte:

“Maravilhas fez Ele à vista de seus pais na terra do Egito...

Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem... Todavia ainda prosseguiram em pecar contra ele, rebelando-se contra o Altíssimo no deserto.

E tentaram a Deus nos seus corações... Também falaram contra Deus, dizendo...

Com tudo isso ainda pecaram, e não creram nas suas maravilhas.

Quando ele os fazia morrer, então o procuravam; arrependiam-se, e de madrugada buscavam a Deus. Lembravam-se de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu Redentor. Todavia lisonjeavam-no com a boca, e com a língua lhe mentiam. Pois o coração deles não era constante para com ele, nem foram eles fiéis ao seu pacto. Mas ele, sendo compassivo, perdoou a sua iniquidade (maldade, pecado), e não os destruiu... Quantas vezes se rebelaram contra ele...!

...provocaram o Santo de Israel. Não se lembraram do seu poder... Pois o provocaram à ira... com as suas imagens esculpidas.

Ao ouvir isso, Deus se indignou, e sobremodo abominou a Israel. Então o Senhor despertou como dum sono, como um valente...” ( Salmo 78.12-59).

O Egito, seus magos e as Dez Pragas

Além da principal finalidade relatada na Bíblia, que era a libertação do povo de Israel, cativo do Faraó, Deus, por meio das Dez Pragas teve, também, como objetivo desafiar os deuses egípcios e, principalmente, mostrar para os israelitas o seu poder.

Por que Rãs, Gafanhotos, Águas em Sangue, Chuva de Pedras…?

O Deus de Israel estava revelando-se ao seu povo e ao Império egípcio. Cada praga era direcionada às divindades, conforme a credibilidade do povo em confiar naqueles “falsos senhores”, naqueles “falsos beneficentes”.

1ª Praga: as águas do Nilo se transformaram em sangue

“Assim diz o Senhor: Nisto saberás que eu sou o Senhor: Eis que eu, com esta vara que tenho na mão, ferirei as águas que estão no rio, e elas se tornarão em sangue. E os peixes que estão no rio morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber da água do rio.  Assim se passaram sete dias, depois que o Senhor ferira o rio” (Êxodo 7.17,18,25).

A primeira praga foi a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue, o que causou desonra ao deus-Nilo, Hápi.

Observe que Moisés não diz “eu transformo essas águas”; mas diz: “assim diz o Senhor”.

Abaixo de cada explicação sobre os deuses que regiam a natureza egípcia veremos a herança idolátrica do Egito ou de outras Nações, para alguns brasileiros. No Brasil, em relação às águas, dá-se a evocação, no catolicismo, de Senhora dos Navegantes; Iemanjá, no candomblé; Iara para os indígenas, etc.

“Ele (Deus) retém as águas, e elas secam; solta-as, e elas inundam a terra” (Jó 12.15).

“Ele tapa os veios d'água para que não gotejem...” (Jó 28.11).

2ª Praga: aparecimento de rãs

“A terra deles (dos egípcios) produziu rãs em abundância, até nas câmaras (cômodos reais) dos seus reis” (Salmo 105.30 e Êxodo 8.5-14).

Essa praga afronta a Hegt (deusa-Rã).

3ª Praga: aparecimento de piolhos

“Também os magos fizeram assim com os seus encantamentos para produzirem piolhos, mas não puderam. E havia piolhos, nos homens e nos animais” (Êxodo 8.16-19).

Essa praga desafia Tot, o senhor da magia.

Uns símplices piolhos e ninguém mais pôde reverenciar seu deus. Mesmo que pudesse, ele nada faria, ante o poder de Deus.

4ª Praga: aparecimento de Moscas

"O Senhor, pois, assim fez. Entraram grandes enxames de moscas na casa de Faraó e nas casas dos seus servos; e em toda parte do Egito a terra foi assolada pelos enxames de moscas" (Êxodo 8.24).

O Deus verdadeiro enviou moscas sobre todo o Egito e Ptah, “deus egípcio criador do universo” assistia impassível.

Se outrora esses deuses lhes convenciam de que neles havia poder, é por que esse suposto poder vinha de uma dimensão da qual Deus, agora, se colocou barrando a obra de tal “dimensão”, e esta nada podia liberar, provando o absolutismo de Deus que tem o controle de tudo.

Por falar em piolhos e moscas, vindos dessa forma, lembrei-me do testemunho de uma evangélica que estava tendo sérios problemas com um inquilino seu que, metido a valentão, não pagava o aluguel, não aceitava nenhum tipo de acordo e nem desocupava o imóvel. Ela, então, passou o problema ao Deus dos deuses, ela sentiu claramente, em seu coração, Deus falar: “Vou EU mandar meu exército e você terá vitória”. A irmã, meio desconfiada, ficou cogitando como esse exército viria, mas mantinha a certeza que Deus resolveria o problema.

Não muito tempo depois o homem se apresentou a ela afirmando que tal dia desocuparia sua casa, até por que a mesma encontrava-se “condenada”. Mas como condenada?! Quis saber a dona do imóvel. Apareceu uma terrível praga de formiga, ninguém dorme, nem se tem sossego, explicou o tal inquilino. A irmã esboçou um disfarçado sorriso. Então, Deus mandou mesmo o seu “exército”?! Depois da mudança a irmã foi até o imóvel e constatou prazerosa: não havia formiga alguma. Eu creio tanto extremamente nisso. Esse nosso Deus merece toda nossa dedicação e fidelidade.

Ele (Deus) falou, e vieram enxames de moscas...” (Salmo 105.31 e Êxodo 8.20-23).

“E quando vós, passando o Jordão, viestes a Jericó, pelejaram contra vós os homens de Jericó, e os amorreus... porém os entreguei na vossa mão. Pois enviei vespões adiante de vós, que os expulsaram... ...não com a vossa espada, nem com o vosso arco" (Josué 24.11-15).

“Naquele dia assobiará o Senhor às moscas que há no extremo dos rios do Egito, e às abelhas que estão na terra da Assíria...” (Isaías 7.18).

Conta-se que por ocasião do Tsunami na Tailândia, alguns animais, misteriosamente, procuraram as partes elevadas da cidade onde se deu a fúria da natureza. Eles entenderam a voz de Deus. Muitos dirão que esse gesto pode estar ligado a “parte olfativa” dos animais, se é que é possível, ou aos seus instintos.

Outra historinha se deu com minha prima, a qual a chamarei de “Alice”, ela era muito briguenta, metida à valentona, aquela que diz tudo na cara, impiedosamente sincera. Certo dia, sua tia, que é minha mãe, Laura, presenciou uma cena de grande desespero, por parte dessa sobrinha, que se viu às voltas com a perseguição de uma abelha. Na primeira vez que minha mãe nos contou isso o fez às gargalhadas, dizendo: “uma simples abelha botou a valentona para correr...”. A própria “Alice” riu da colocação de minha mãe.

A Bíblia nos fala de maneira clara sobre esse “Exército do Senhor”, também em relação aos animais, demonstrado, inclusive, entre as pragas de piolho, moscas e gafanhotos no Egito:

“Assim vos restituirei os anos que foram consumidos pela locusta voadora (inseto que lembra o gafanhoto), a devoradora, a destruidora e a cortadora, o meu grande exército que enviei contra vós” (Joel 2.25).

5ª Praga: peste no gado (sobre todos os animais, principalmente bois e vacas)

“... eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo: Sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave. Mas o Senhor fará distinção entre o gado de Israel e o gado do Egito; e não morrerá nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel.

“Fez, pois, o Senhor isso no dia seguinte; e todo gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum. ...Mas o coração de Faraó se obstinou, e não deixou ir o povo” (Êxodo 9.3-7).

Hator e Ápis (Seráfis), deus-touro sagrado de Mênfis (Nofe) e a deusa-vaca, respectivamente, atraíam a fé dos egípcios para proteção dos animais. Mais uma vez é demonstrada a total impotência deles diante do nosso Deus.

Em relação aos animais, evoca-se, no Brasil, a proteção de São Francisco de Assis.

6ª Praga: tumores e úlceras

“Então disse o Senhor a Moisés e a Arão: Tomai as mãos cheias de cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó... ...e haverá tumores que arrebentarão em úlceras nos homens e no gado, por toda a terra do Egito.

Os magos não podiam manter-se diante de Moisés, por causa dos tumores; porque havia tumores nos magos, e em todos os egípcios” (Êxodo 9.8-12).

Desafio feito a uma importante deusa egípcia, Ísis, senhora da medicina, da cura e dos remédios. Deus zombou, nessa praga, da deusa e rainha do céu, no Egito, Neite.

Moisés jogou o pó para o céu que fez aparecer tumores ulcerosos na pele do povo causando grande sofrimento.

No que diz respeito à saúde ou doenças, entre os brasileiros, invoca-se a proteção de Senhora dos Remédios, São Lázaro, São Francisco das Chagas, Santa Luzia, para doenças dos olhos, etc.,lembrando que Ísis, no Egito, era relacionada também aos remédios.Assim sendo, é mais uma herança de prática de costume das Civilizações antigas.

7ª Praga: trovões e saraiva (Chuva de granizo)

“E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor enviou trovões e saraiva, e fogo desceu à terra... E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo. Somente na terra de Gósem onde se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva.

Saiu, pois, Moisés da cidade, da presença de Faraó, e estendeu as mãos ao Senhor; e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caíram mais sobre a terra. Vendo Faraó que a chuva, a saraiva e os trovões tinham cessado, continuou a pecar...”  (Êxodo 9.23-35).

Acontece também com alguns: não se aproximam de Deus, nem quando este o castiga.

Reshpu, um deus considerado muito importante, era quem controlava as chuvas, ventos e trovões. Também decidia se a plantação seria bem regada ou não; além de controlar os desastres ambientais, para seus seguidores. Mais um deus que ficou de “pés e mãos atados” na defesa de seus fiéis.

No Brasil tem-se a “deusa” santa Bárbara para a proteção de trovoadas.

“Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegaram para pelejar contra Israel; mas o Senhor trovejou naquele dia com grande estrondo sobre os filisteus, e os aterrou; de modo que foram derrotados diante dos filhos de Israel” (I Samuel 7.10).

“Do céu trovejou o Senhor, o Altíssimo fez soar a sua voz” (II Samuel 22.14).

8ª Praga: aparecimento de Gafanhotos

“Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e, quando amanheceu, o vento oriental trouxe os gafanhotos.

Subiram, pois, os gafanhotos sobre toda a terra do Egito e pousaram sobre todos os seus termos; tão numerosos foram, que antes destes nunca houve tantos, nem depois deles haverá. Pois cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a erva da terra e todo o fruto das árvores, que deixara a saraiva; nada verde ficou, nem de árvore nem de erva do campo, por toda a terra do Egito” (Êxodo 10.13-15).

Essa praga desafia Min, deus da fertilidade e protetor das colheitas. Deus encheu o ar de gafanhotos. Além de Min, outros deuses egípcios envolvidos, como Xu, deus do ar, e Sebeque, deus-inseto, não puderam fazer nada para que isso não acontecesse.

9ª Praga: três dias de trevas

"Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, para que haja trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar. Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias" (Êxodo 10.21,22).

Rá, o deus-sol, e Hórus, também um deus solar, foram completamente desmoralizados. O deus do sol no escuro por falta de sol veja a ironia proporcionada por aquele que é o verdadeiro Deus do sol, com completo domínio sobre tudo o que Ele próprio criou.

Com essa praga Deus derrubou o principal deus do Egito. A palavra Faraó significa sol, ele era cultuado como um deus e o Deus Todo Poderoso, quase “em pessoa”, o envergonhou e o humilhou.

As trevas invadiram o Egito, mas Israel ficou na luz, dessa mesma forma acontece com os que escolhem a Luz do ensino bíblico, mesmo contra tudo e contra todos, terá sua recompensa: luz na eternidade, e quem recusa terá, infelizmente, trevas, também na eternidade.

Os egípcios tinham versões lendárias para o percurso que o sol fazia. Todos os dias o sol empreendia uma luta com uma serpente, e se ele renascia todos os dias era sinal de que ele vencera. As trevas tiveram um significado apavorante para os egípcios: O deus Rá perdera a batalha, não apenas para a serpente, como para o desconhecido Deus “sem rosto” dos hebreus. O que significavam as trevas? A morte de Rá, pela serpente, ou o poder do grande Deus que venceu Rá?

10ª Praga: a morte dos primogênitos

Por ser considerado um deus o faraó era chamado de Hórus-Vivo, Amado de Ptah, Amon-Rá, rei dos deuses e força criadora de vida. Porém, perante todo o Egito abismado, ele ficou impassível, nada pôde fazer ante a morte de um filho primogênito de cada lar egípcio, inclusive o seu próprio, e entre os animais.

No Brasil apela-se, também, para ter vida, à Senhora da Boa Morte.

Só Deus Todo Poderoso é o Grande EU SOU: EU FAÇO, EU CUIDO, EU LIVRO, EU MATO, EU DOU VIDA... Não há outro.

Vejo no versículo, que faz referência à morte dos primogênitos, um quase lamento pela infeliz necessidade de Deus ferir as primícias daquele que outrora fora seu povo, no caso, os descendentes de Noé, quando se lembra “das tendas de Cão” (Cam):

“Feriu todo primogênito no Egito, primícias da força deles nas tendas de Cão” (Salmo 78.51 e Êxodo 11.1 e 12.12).

 

 

 

 

BÍBLIA de Estudo Pentecostal – AT e NT. Referências e Algumas Variantes. Trad. João F. de Almeida. São Paulo, CPAD/SBB, 1995 (ISBN 85-263-0048-2-BEP).

BÍBLIA Sagrada (Eletrônica, AT e NT). Europa Multimídia. Programação: Leandro Calçada, Ilustração: Wilson Roberto Jr. Colaboração: Thélos Associação Cultural.

SOUZA, Osvaldo Rodrigues de. História Antiga e Medieval. Editora Ática, 18ª ed., São Paulo, 1988. (ISBN 85 0802733 4).

http://comunidadeabiblia.net/teologia/estudos-biblicos/as-10-pragas-do-egito-ou-os-10-deuses-do-egito.html - por Ricardo Moreira Braz do Nascimento

http://biblia.com.br/perguntas-biblicas/idolatria/o-que-representavam-as-10-pragas-do-egito e-quais-sao-os-deuses-que-estao-relacionados-com-elascd/ (Parte desse conteúdo foi elaborado pelo Pr. Valdeci Júnior, informa o site, e parte dele pode ser encontrado na enciclopédia “Estudo Perspicaz das Escrituras”)

Vide tópico 56 - Referências Bibliográficas